Incêndio em Águeda com oito frentes ativas

Não ao espetáculo da destruição

O incêndio que deflagrou às 4h09 de segunda-feira, no Préstimo, mantém-se por todo a zona serrana do município de Águeda. É tido como o maior de sempre, com o contributo do forte vento e do tempo seco que predomina. As populações ajudam os bombeiros no terreno – 337 efetivos e 103 viaturas neste momento – e na cidade de Águeda inala-se fumo. O ambiente é irrespirável!

“Foi mais uma árdua noite de combate; o quadro mantém-se crítico devido a forte ventania”. O presidente da Câmara Municipal de Águeda acaba de fazer o ponto da situação: “Estamos, neste momento, com oito frentes de fogo, a região mais afetada ė a serra”.
O vento, que sopra com intensidade e inconstante na sua direção, está a dificultar o combate ao incêndio que lavra há três dias, ameaçando povoações em várias freguesias do município de Águeda. Recorde-se que arderam edifícios, entre os quais um armazém de materiais de construção no lugar de Á-dos-Ferreiros.
Os bombeiros estão a precisar de fruta, principalmente, maçãs e bananas. O alerta é do vice-presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Águeda, José Carlos Santos, partilhada no Facebook. “Aguardamos pela generosidade de todos. Muito Obrigado!”

O incêndio de Águeda envolve 337 operacionais, 103 veículos terrestres e seis entidades. Mas o contingente a operar na região e no distrito é impressionante. Em Anadia estão 331 operacionais e 98 viaturas, sendo três as entidades envolvidas no combate ao incêndio que se estende aos municípios da Mealhada e Mortágua. Em Albergaria-a-Velha encontram-se 68 operacionais e 20 meios terrestres no combate ao incêndio, que envolve duas entidades.
Castelo de Paiva e Arouca, a norte do distrito de Aveiro, têm incêndios ativos. Neste concelho encontram-se 348 operacionais e 117 veículos, envolvendo oito entidades no combate ao incêndio.

(em atualização)

Incêndios trazem dor e luto, impotência e revolta, destruição e pobreza! Penalizam fortemente o meio ambiente e a qualidade de vida das populações. Estamos de luto e não publicamos fotografias avermelhadas pelas chamas que nos indignam. Apelamos a todos para que o façam. Se repudiamos que incêndios possam começar às 4 da manhã, digamos não ao espetáculo da destruição!

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1 comentário;

  1. fernando ferrão said:

    Decisão exemplar, a não fazer de uma tragédia um espectáculo. Parabéns ao Jornal !

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