Incêndio do Caramulo dado como dominado

++++ O incêndio está dado como dominado (19h09). Três aviões franceses e outros três espanhóis têm ajudado, nas últimas horas, ao combate, juntamente com mais de oito centenas de homens e mais de 200 viaturas.

++++ Há registo de vários reacendimentos em Paranho d’Arca e São João do Monte. A proteção civil dá conta, no entanto, de que há agora (17h) duas frentes ativas quando às 15h30 eram quatro. A situação é de maior acalmia. O objetivo é controlar as frentes ativas.

++++ Ponto da situação no concelho de Águeda (15h20): duas frentes ativas de fogo; numa das frentes, os operacionais estão a procurar conter as chamas em Bertufo, Alcafaz e Boa Aldeia, evitando que se propaguem em direção a Castanheira do Vouga; na frente mais ativa (Felgueira e Mosteirinho) os meios aéreos vão “atacar em força”. De acordo com o vice-presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, a perspetiva é a de que o incêndio possa ser dado como “dominado” até ao final do dia, “não como extinto”. Haverá “ilhotas” no meio da área já consumida pelas chamas “a arder por alguns dias mas sem a perigosidade de propagação”. Relativamente às pessoas desalojadas, as de Boa Aldeia regressam esta tarde a suas casas e as de Sobreira e Lázaro irão às suas residências, designadamente para tratar dos animais, não sendo certo que possam permanecer lá. Há mais duas frentes ativas no concelho de Tondela.

++++ 772 homens, 233 veículos, um helicóptero português, dois aviões franceses e outros dois espanhóis são os meios mobilizados no incêndio do Caramulo, que se mantém ativo em quatro frentes (12h05). A operação de combate continua a ser liderada pelo comandante nacional da Proteção Civil.  O bombeiro de 18 anos ferido ontem em São Marcos (Santiago de Besteiros), no mesmo incidente que vitimou mortalmente a sua colega de 21 anos, encontra-se no Hospital da Prelada (Porto) em estado crítico.

++++ Dois aviões bombardeiros operacionais espanhóis estão no teatro de operações desde as 10h43, elevando para cinco o número de dispositivos aéreos envolvidos no combate às chamas. O incêndio mantém-se ativo em quatro frentes (11h10).

++++ O incêndio atinge um ponto crítico, no vale do Rio Águeda: se não for controlado pode descer até Castanheira do Vouga, em direção à cidade de Águeda, como aconteceu no fatídico incêndio de 1986. Além de dois aviões franceses Canadair e de um helicóptero pesado Kamov, que atuam desde as 7h37 e 6h28 respetivamente, esperam-se mais três aviões anfíbios espanhóis Canadair ao abrigo de um acordo de ajuda mútua entre Portugal e Espanha. De acordo com Miguel Cruz, comandante adjunto de operações nacional da Protecção Civil, o risco de atingir povoações “está perfeitamente estabilizado e controlado”, pois “os meios estão dispostos de forma a garantir que a salvaguarda” das mesmas. Citado pela Lusa, disse que “os meios estão lá, prontos para garantir que nada acontece às pessoas. Na eventualidade de haver necessidade serão feitas as evacuações necessárias”.

++++ O vento que se fez de madrugada diminuiu bastante mas as perspetivas ainda são “muito reservadas”, disse uma fonte dos bombeiros ao RA (9h15). Uma grande frente ativa dirige-se para Felgueira, a aldeia mais distante na freguesia de Agadão. Confirmam-se duas frentes que colocam Castanheira do Vouga em alerta: uma por Falgoselhe, outra por São João do Monte e Avelal (estrada para o Caramulo). O posto do comando geral está na sede da Junta de Freguesia de Belazaima do Chão. Os bombeiros estão exaustos.

++++  Águeda acordou hoje envolvida num manto de cinzas e fumo, e em tons avermelhados.

++++ No concelho de Águeda, além das freguesias de Agadão e Belazaima do Chão, que já viveram dia terrível ontem (quinta-feira) e mantém frentes ativas de fogo, há receios que o incêndio se estenda a Castanheira do Vouga, ameaçada por duas frentes: uma proveniente de Agadão (por Falgoselhe) e outra de São João do Monte (pela nacional que liga ao Caramulo). São João do Monte (ainda concelho de Tondela) viveu situação aflitiva “até ao limite” das casas e do quartel de bombeiros durante a madrugada (2h) e a aldeia de Mansores, já em direção do Avelal, está de momento a debater-se com as chamas (8h30).

++++ O incêndio aumentou para quatro frentes durante a madrugada e já foram acionados três meios aéreos, além do reforço dos meios terrestres (7h30). As chamas continuam a atingir os concelhos de Águeda e Tondela. Mais de 650 bombeiros e 183 viaturas estão no terreno.

++++ O incêndio passa a estar ativo apenas numa frente. Há 779 homens mobilizados no terreno (20h42). O posto de comando operacional passa a estar instalado em Castanheira do Vouga (21h50). “O vento tem sido o pior inimigo dos bombeiros, estamos a preparar para que esta noite seja trabalhosa”, referiu o comandante António Ribeiro à RTP.

++++ O primeiro-ministro, o ministro da Administração Interna e o seu secretário de estado estão no teatro de operações (19h30). Pedro Passos Coelho refere que o problema não está nos meios de combate e fala em fogos postos em vários locais à mesma hora.

++++ O incêndio volta a estar ativo em duas frentes (18h47). Mais de 600 homens estão no teatro de operações

++++ O incêndio está ativo com várias frentes. As instalações da empresa Águas Serranas, junto ao lugar de Alcafaz, estão entre as principais preocupações. O RA tem a informação que os presidentes da Câmara e dos Bombeiros de Águeda, Gil Nadais e José Rolim, estarão no local. A salvaguarda de habitações e de pessoas no maciço serrano afetado está no centro da intervenção dos bombeiros.

++++ O comandante operacional nacional está neste momento em trânsito para o teatro de operações, que envolve 570 homens, cinco meio aéreos e duas frente de fogo (16h20).  População, autarquias e empresas têm estado ao lado dos operacionais, assegurando o fornecimento de mantimentos aos “soldados da paz”.

++++ Acionado (14h15) mais um grupo de reforço para combate a incêndios florestais, desta vez de Faro. O incêndio envolve meios humanos e materiais pelo menos de Aveiro, Coimbra, Viseu, Leiria, Santarém, Lisboa, Évora, Beja e Faro, e meios aéreos portugueses, espanhóis e franceses. “A situação está muito complicada”, disse fonte dos bombeiros.

++++ A bombeira de Carregal do Sal que faleceu esta manhã tinha 21 anos. Ela e o grupo foram surpreendidos por um redemoinho de vento, em Santiago de Besteiros (Tondela).

++++ As aldeias como Caselho que estão a ser defendidas pelos bombeiros, na freguesia de Agadão, situam-se a uma dezenas de quilómetros da cidade de Águeda.

++++ Às 13 horas foram acionadas mais equipas e meios para o combate ao incêndio: Centro de Comando Tático (CETAC) da ANPC, veículo de gestão estratégica de operações (VGEO), posto comando operacional (EPCO) distrital de Santarém, comandante operacional de Agrupamento Distrital do Algarve, equipa do posto comando operacional (EPCO) distrital de Leiria e equipa de reconhecimento e avaliação da situação (ERAS) da Força Especial de Bombeiros (FEB).

++++ Uma bombeira de Carregal do Sal faleceu e mais dois bombeiros e um elemento do GIPS da GNR ficaram feridos quando se viram cercados pelo fogo na vertente leste da serra do caramulo (concelho de Tondela) (12h20)

++++ “A situação neste momento é desfavorável e não há vento, há preocupação com o possível aumento do vento”, disse Ivo Almeida, adjunto do comando dos Bombeiros de Águeda, ao RA (12h). Pondera-se um reforço de meios envolvidos no combate às chamas.

++++ 503 efetivos e vários meios terrestres e aéreos combatem o incêndio nas freguesias de Agadão e Belazaima do Chão (11h40). “A situação não é favorável e o combate passou a coordenação superior”, disse fonte dos bombeiros ao RA.

++++ Fonte dos bombeiros de Águeda negou ao RA (11h) que haja evacuação de pessoas em aldeias no concelho. “Há viaturas a fazerem a defesa perimétrica à passagem do fogo”, disse.

++++ O presidente da Junta de Belazaima do Chão, Vasco Rodrigues Oliveira, em declarações à rádio, denunciou a falta de meios para o combate ao incêndio que ameaça a freguesia, mostrando-se ainda preocupado na repetição do incêndio ocorrido em 2005, que definiu como de “razia total”.

++++ O presidente da Câmara de Águeda, Gil Nadais, fala em “situação completamente descontrolada” na freguesia de Agadão, afirmando que a preocupação dos bombeiros é defender as habitações e as pessoas.

++++ Em declarações à Antena 1, Miguel Cruz, Adjunto Nacional de Operações da Proteção Civil, revela que foram pedidos dois aviões anfíbios a Espanha para auxiliar no combate ao incêndio. No terreno estão mais de 400 operacionais com a ajuda de três meios aéreos, dois deles aviões bombardeiros pesados franceses. Miguel Cruz confirma a evacuação preventiva de cinco povoações do concelho de Águeda.

++++ A GNR identificou um homem de 40 anos que terá estado na origem do incêndio em Guardão (Caramulo, Tondela) por negligência. O homem estava a limpar mato com uma moto roçadora quando uma faísca terá ateado o incêndio.

++++ O incêndio que lavra na Serra do Caramulo obrigou à retirada de meia centena de habitantes do lugar de Braçal (São João do Monte, concelho de Tondela) por volta das 5h30 da madrugada. As pessoas, às 10 horas da manhã, aguardavam no lugar de Abóboda sem saber o que o fogo lhes terá levado…

++++ O incêndio que lavra na serra do Caramulo obrigou à evacuação de pessoas de aldeias da freguesia de São João do Monte (ainda concelho de Tondela mas na encosta que desce para Águeda) e de Agadão (concelho de Águeda). As chamas, com uma frente ativa de sete quilómetros, seguiu por Freimoninho, Felgueira, Guistolinha, Guístola, Lomba, Vila Mendo, Foz, Povinha e Caselho (todos lugares de Agadão). Os lugares de Feridouro e Cabeço Santo, na freguesia de Belazaima do Chão, também estão em sobressalto.

++++ O incêndio florestal que começou em Guardão (Caramulo, concelho de Tondela), às 11h05 de quarta-feira (28), evoluiu para a encosta do concelho de Águeda. Atinge, de momento (9h), as freguesias de Agadão e de Belazaima do Chão. Segundo fonte dos bombeiros de Águeda, prevê-se que evolua como o de 1986, em direção a Castanheira do Vouga. Neste momento, envolve meios de vários pontos do país. Pelas 5h24 da manhã recebeu reforços de Lisboa e de Santarém. Pouco depois, foram acionadas para o teatro de operações duas máquinas de rasto militar e uma da Câmara Municipal de Águeda (7h03). Às 8 horas, dois aviões bombardeiros pesados franceses iniciaram o combate às chamas, que têm sido movidas pelo forte vento que se faz sentir e têm colocado em perigo aldeias da freguesia de Agadão. Às 9h35 foi acionado mais um grupo de reforços para combate a incêndios florestais do Sul. O manto de fumo invade a cidade de Águeda e, em particular, as freguesias a sul do concelho.

 

 

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