Jacinto Abrantes: “Internacionalização ainda é vista como um antibiótico”

Jacinto Abrantes, director comercial da Sociedade Comercial do Vouga, em resposta a cinco questões colocados pelo Região de Águeda, considera que a internacionalização ainda é vista como um antibiótico para as dificuldades

 
 

 

P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?

R>

 

P> Quais são as suas maiores dificuldades?

R>

Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.

 

 

P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?

R>

Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.

 

Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.

 

P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

R>

Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.

 

 

P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

R>

Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.

 

A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.

Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.

Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.

P> Tendo em conta a sua experiência, que quadro traçaria do estado das empresas actualmente?

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P> Quais são as suas maiores dificuldades?

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Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.

 

 

P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?

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Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.

 

Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.

 

P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

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Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.

 

 

P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

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Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.

 

A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.

Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.

Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.

Cada empresa é um caso, porque diferem muito entre si, quer na sua produtividade, quer nos seus objectivos, quer nos seus investimentos bem como na respectiva “saúde” financeira. Como tal, o estado das empresas não será possível de avaliar sem se conhecer a realidade interna de cada uma, no entanto, e aparentemente há empresas que mantêm uma dinâmica e uma organização que lhes vai permitir cumprir objectivos e manter investimentos futuros para a obtenção de crescimentos sustentados. Outras com uma menor agressividade e reduzida capacidade organizativa terão maiores dificuldades no futuro bem próximo.

 

P> Quais são as suas maiores dificuldades?

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Conseguir e manter um elevado nível de objectividade, determinação e iniciativa dos colaboradores, devido à falta de formação que não permite uma ampla visão do presente e do futuro. Outra dificuldade é a fuga aos impostos que criam concorrência desleal.

 

 

P> A internacionalização das empresas ainda é uma quimera? Acha que as empresas de Águeda ainda encaram essa aposta apenas como uma saída para a crise?

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Quimera é fantasia mas também absurdo, é utopia mas também projecto imaginário. Provavelmente será uma quimera para algumas empresas, no entanto, para outras será um projecto bem real. Julgo que temos empresas com elevado suporte e excelente capacidade de liderança que devem encarar a internacionalização de forma consistente a fim de se projectarem em novos mercados e por essa via contribuírem para o equilíbrio da balança comercial do nosso país.

 

Sim, algumas procuram uma solução imediata para a crise e vêem a internacionalização como um antibiótico que, a prazo, poderá ter efeitos colaterais graves, pois os resultados positivos imediatos podem não ser sinónimo de sucesso no futuro.

 

P> A internacionalização é uma aventura arriscada? Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

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Eu diria que é uma aventura muito arriscada que poderá ter efeitos demasiado danosos, no caso de insucesso, mas não internacionalizar também pode ser danoso, porque cada vez mais serão as empresas com dimensão ibérica a dominar o mercado. As empresas maiores são mais eficientes e têm custos mais baixos. As empresas de âmbito regional (e Portugal é apenas uma região!) terão cada vez menos peso no futuro.

 

 

P> Como tem sido a experiência da Sociedade Comercial do Vouga?

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Em relação à experiência da Vouga, vamos seguindo o percurso que foi previamente delineado, contornando as dificuldades que se vão deparando, procurando o nosso próprio “espaço” nos respectivos mercados, bem como criando uma imagem de empresa credível, com capacidade de oferecer um excelente serviço. São mercados de grande dimensão, extremamente competitivos, com um nível de vida e exigência muito superior ao nosso. As empresas nacionais que encontramos são muito agressivas com grande capacidade de iniciativa e investimento.

 

A Sociedade Comercial do Vouga está actualmente em dois países, que têm como dominador comum a língua castelhana, mas separadas por milhares de quilómetros e também pelos produtos que comercializam. Em Buenos Aires, a Vouga Argentina, SA que se dedica à comercialização de componentes de bicicleta, tendo na Shimano a marca mais importante. Em Valls, a sul de Barcelona, a Vouga Motor España, SA dedicada á comercialização de motos, scooters, moto-4 e buggies.

Na minha opinião, é muito importante efectuar as prospecções necessárias de forma a conhecer bem o mercado antes de iniciar a respectiva actividade, procurando antecipadamente o melhor caminho a seguir e a “sorte” de investir nos colaboradores mais indicados para o desenvolvimento da actividade. Recomenda-se muito trabalho, investimento, paciência e uma grande dose de persistência como antídoto para as adversidades.

 

 

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