José Vidal:“Não me preocupa a língua, preocupa-me a falta de comunicação entre os mais jovens”

A ausência de comunicação entre os jovens nas escolas foi tema introduzido por José Vidal, docente da Escola Fernando Caldeira e presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Águeda, no debate sobre o acordo ortográfico, que decorreu na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda (ESTGA).

“Não me preocupa a língua, preocupa-me a falta de comunicação entre os mais jovens”, afirmou, para acrescentar que a comunicação telegráfica utilizada nos telemóveis retira “sentido à densidade da língua” e a obstinação pelas novas tecnologias está a tornar os jovens mais individualistas.

Para José Vidal, as novas tecnologias utilizadas de forma desenfreada “não são boas para as pessoas”. Originam “menos comunicação, mais individualismo”. Frisou: “Os jovens não comunicam, até ao sexto/ oitavo ano não existe comunicação nas nossas escolas”.

Deu o exemplo contrário da Finlândia – “esse país atrasado”, disse ironicamente -, o qual “proibiu o uso de tecnologia em todo o primeiro ciclo de ensino, que lá é até aos 12 anos. Aqui em Portugal faz-se ao contrário, porque não devemos ter nada a aprender com eles”.

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