Levi Guerra “é credor de um grande reconhecimento” de Águeda

Levi Guerra

“O professor Levi Guerra é credor de um grande reconhecimento por parte desta terra que ainda não foi feito”, considerou Nassalete Miranda, diretora do jornal “As Artes entre as Letras” e ex-diretora de “O primeiro de Janeiro”, durante a sessão de inauguração da exposição “Os Lusíadas na figuração de Levi Guerra”, a decorrer no Centro de Artes de Águeda

Nassalete Miranda falava diretamente para o vice-presidente e a vereadora da cultura da Câmara Municipal de Águeda, Edson Santos e Elsa Corga, que presidiam à inauguração daquela exposição, aberta em Águeda até 15 de junho. “Tenho visto tanta gente por esse país fora ser reconhecido que não tem uma pequena parte do mérito e dimensão de Levi Guerra”, referiu Nassalete Miranda, para quem “Águeda está sempre no seu verbo e no seu discurso porque está na sua alma”.

Jornalista e mulher de cultura, Nassalete Miranda sublinhou a “humanidade” e o “afeto” de Levi Guerra. “Faz parte do património humano do nosso país; o Porto já o reconheceu com a medalha de ouro da cidade, mas ele vale mais ouro por aquilo que nos transmite… um cidadão ímpar, insigne do nosso país e do mundo que também o reconhece como médico e especialista”.

Nassalete Miranda referiu-se ainda aso Centro de Artes de Águeda como um “espaço absolutamente extraordinário” e a exposição de Levi Guerra sobre os Lusíadas como “um bem necessário para desmistificar as dificuldades desta obra maior”. Considerou que “a forma como era lecionado nas escolas afugentava os alunos”, não permitindo a verdadeira compreensão e significado da obra.

 

“ENTRE POSIÇÃO E FORMAÇÃO OPTE-SE PELA FORMAÇÃO!”

Inaugurada no edifício da reitoria da Universidade do Porto, em sessão presenciada pelo Região de Águeda, a exposição de Levi Guerra está patente em Águeda – sua terra natal -, inaugurando uma itinerância que prevê vários municípios do país.

Levi Guerra dedica a exposição ao seu professor primário Francisco Oleastro, pretendendo com isso relevar a importância do docente do primeiro nível do ensino básico na vida dos futuros cidadãos ativos. “Do professor primário recebi sementes, além evidentemente da minha família; o professor primário tem na vida nacional uma importância decisiva”. Acrescentou, porém: “Mas o professor primário vem das universidades e Camões não se ensina em todas… isto não pode ser! Esta é uma obra a dois, minha e da minha esposa, porque eu não tinha estudado Camões na escola; e os Lusíadas são uma obra das mais extraordinárias do ocidente e uma extraordinária lição de história que nos orgulha como povo”. Por isso, “os portugueses não podem ter medo, devem ter orgulho”.

Médico e professor jubilado pela Universidade do Porto, Levi Guerra revelou que se dedica à pintura há 38 anos e com a pintura também faz “investigação científica”. Para esta exposição foram “quase três anos de trabalho”.

Sublinhou o desejo de contribuir para um “esforço global para que a cultura em Águeda efetivamente exista”, salientando que “ganhar a vida não é ir atrás do lucro” e que “é pela cultura que nós podemos crescer”. Enfatizou: “Nós crescemos quando sabemos; saber não intoxica… Saber mais, aprofunda mais. Entre posição e formação, opte-se pela formação!”.

Levi Guerra considera que Camões e os Lusíadas são “razões fundas” para os portugueses acreditarem em si, admitindo que “a grande crise no mundo de hoje é que a sociedade deve respeitar a vida humana, mostrando a beleza da vida humana”. Em respeito pela liberdade e “não hipotecando a nossa consciência”, porque “quem a queima fica preso”.

(notícia completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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