Luciana Aguiar uma vida dedicada ao folclore

Luciana Aguiar Guerra

Luciana Aguiar Guerra festeja, no próximo dia 29 de junho (quarta-feira), 100 anos de vida. Uma vida dedicada ao folclore. Gostava muito de dançar, cantar, passear, fazer piqueniques e teatro. A sua vocação para o teatro manifestou-se muito cedo, ainda no tempo da sua adolescência como estudante em Mogofores.

Luciana Aguiar, além de fundadora do Grupo Típico O Cancioneiro de Águeda, foi conselheira técnica da Federação do Folclore Português.
Nasceu em Águeda, na Alta Vila, na casa da família Aguiar, em 29 de junho de 1916. Órfã de mãe, com pouco mais de dois anos, foi viver para Mogofores, com a irmã mais velha, Maria Aguiar Guerra Seabra da Cruz. Em Mogofores, fez a sua instrução primária e o ensino liceal até ao 4º, hoje 9º ano, no Colégio de Nossa Senhora da Assunção, em Famalicão. Ali viveu até aos 16 anos, regressando então a Águeda.
Desde muito cedo, na sua juventude, dedicou-se durante vários anos a obras de caridade, nomeadamente às Obras Vicentinas (de S. Vicente de Paula) e foi presidente da Obra de Stª Zita.
Depois do Cancioneiro de Águeda foi, nas obras caritativas, onde mais gostou de trabalhar, na defesa dos direitos das empregadas domésticas que, na altura, e mercê duma cultura generalizada, eram desconsideradas sendo tratadas como mão-de-obra desqualificada material e socialmente.
Com o ingresso no Cancioneiro de Águeda, abandonou estas actividades de caridade por falta de tempo. O trabalho com o Grupo Típico “O Cancioneiro de Águeda” era muito absorvente, embora se sentisse realizada e feliz nesta colectividade no “meio das suas meninas”, como dizia.

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