Marca Bairrada apresentada

Marca Bairrada apresentada em Cantanhede

A criação de uma “marca agregadora e identitária” da região da Bairrada demorou seis anos a construir. Pretende atrair o turismo e desenvolver a economia bairradina. O objetivo é criar valor a partir das potencialidades e da diversidade do território. No sábado, em pleno claustro do município de Cantanhede, foi apresentada, diante de representantes dos municípios que integram a Bairrada e ainda de vários organismos públicos e privados.

A Comissão Vitivinícola da Bairrada e a Rota da Bairrada uniram-se para criar uma marca da Região da Bairrada, que é apresentada como “terras de bem beber, bem comer, bem receber, bem pedalar, bem estar e bem viver”.
O objetivo da criação da marca é “ir ainda mais longe” na valorização da Bairrada, designadamente promovendo “fatores de atratividade turística” a partir da “tradição vitivinícola” e da “mobilização” dos agentes de outros setores de atividade, como a hotelaria e a restauração, explorando as potencialidades do território bairradino.

MAIS TURISMO

Helena Teodósio, presidente da Câmara de Cantanhede, falou em “dinâmicas para acrescentar valor face à forte concorrência”, num momento de forte crescimento turístico. Enfatizou o facto de os municípios estarem “empenhados em cooperar”, sublinhando a “diversidade” e a “qualidade” de recursos do território que une oito concelhos. Maior fluxo turístico e aumento do número de dias de permanência dos turistas na região são metas, que ajudaria na criação de mais empregos.
Jorge Sampaio, vice-presidente da Câmara de Anadia e presidente da Rota da Bairrada considerou que este é o “momento certo” para esta evolução, 40 anos após a criação da Região Demarcada da Bairrada. “O todo é muito maior que a soma das partes”, disse, para sublinhar que os agentes económicos no sector dos vinhos “deram qualidade e nunca desistiram, mesmo quando as coisas não corriam bem”, para que agora se possa criar “uma marca do território, abrangente mas diferenciadora, que nos dê orgulho em sermos quem somos”.

BAIRRADISMO SIM
BAIRRISMO NÃO

Pedro Soares, presidente da Comissão Vitivinicultura da Bairrada, desejou “uma região de pontes e não de ilhas”, considerando a “responsabilidade social e cívica de todos os setores de atividade que fazem esta Bairrada”. Sublinhou que o futuro constrói-se com “respeito pelo passado e o olhar crítico para o presente”.
Carlos Coelho abordou a importância da marca. “A qualidade não está na qualidade intrínseca, está na qualidade percebida (…) É preciso trabalhar na perceção das coisas (…) As marcas são manifestos e sentimentos, algo que nos une”.
Para o criador e gestor de marcas, é preciso “recuperar” o “charme das termas” na Bairrada mas também juntar cultura, gastronomia, saúde, paixão, tradições…”. Referiu que “as caves e as adegas são locais de memórias e foram feitas com paixão e não apenas na perspetiva económica”, para sublinhar a importância de promover a Bairrada como terras de “sentimentos” e o património para “acordar a infraestrutura hoteleira”.
Carlos Coelho deixou, contudo, alertas, enfatizando que “da união se faz a Bairrada” e que “o bairradismo deve deixar para trás o bairrismo”. “As marcas podem morrer cedo se forem maltratadas; a marca que nasce hoje é para ser bem-amada!”

(reportagem completa na edição de 18 de setembro de 2019 – versões e-paper e impressa)
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