Miguel Abrantes faz balanço positivo da sua participação no Kia Picanto

Miguel Abrantes durante a competição

Miguel Abrantes classificou-se em 6º lugar, entre 21 pilotos classificados, no Kia Picanto GT Cup 2019, competição dividida em cinco provas duplas. “Embora seja positivo, nem tudo correu como estava inicialmente previsto”, considerou o piloto de Águeda, fazendo o balanço da sua participação para o Região de Águeda

“Aconteceram ao longo da época algumas situações que me impediram de chegar ao final do troféu no top 3, que era sem dúvida o principal objetivo”, explicou Miguel Abrantes, que teve contratempos durante as provas do trofeu: “uma avaria na válvula de pressão do turbo na prova de Vila Real, que me impediu de efetuar as qualificações devidamente; o acidente de Vila Real, que me imnpediu de ir ao pódio na corrida 1 e desalinhou muito o carro para a corrida 2; um incidente com outro piloto em Jerez de la Frontera; e uma avaria na bomba central de travões na última prova em Portimão, bem como os toques sofridos nesta prova”
Quanto aos melhores momentos, Miguel Abrantes elegeu “os dois pódios conseguidos nas provas do Estoril e de Braga; correr em Vila Real, um circuito citadino, mítico e do qual me recordo por ir ver o meu pai correr na década de 80; e correr em Jerez de la Frontera, outro circuito mítico, com as recordações de assistir na TV às corridas de Fórmula 1 na década de 90”.

ACIDENTE CUSTOU PONTOS E DINHEIRO

Os contratempos referidos condicionaram, não apenas a pontuação de Miguel Abrantes no troféu como “em termos financeiros”. O piloto explica que “o acidente de Vila Real, em que não tive culpa nenhuma, custou uns milhares de euros que não estavam previstos no meu orçamento”, colocando “em causa” a participação nas derradeiras provas, pois “não tinha verba”. “Com algum esforço e sacrifício, acabei por conseguir terminar a época, mas muito condicionado, pois não podia haver mais nenhum deslize que custasse dinheiro”, referiu.
Contudo, “para além destes incidentes que custaram euros, tivemos ao longo da época alguns problemas mecânicos que me impediram, sobretudo em qualificação, de traduzir em tempos a evolução que estava a ter como piloto”.
Apesar do acidente, Miguel Abrantes enaltece o circuito de Vila Real, “por tudo o que esta prova envolve”. “É um fim de semana de corridas do Mundial (WTCR), a pista é sempre desafiante e não podes errar nunca; o público é fantástico e presta uma apoio indescritível”, explicou o piloto. “Sem dúvida que me recordarei desta corrida para sempre”.

SEGUNDO E MEIO SEPARA UMA DEZENA DE PILOTOS

O KIA Picanto GT Cup foi mais disputado do que em 2019 que no ano anterior. “A CRM conseguiu aumentar a potência dos Picanto para cerca de 155 cv, logo aí o troféu ganhou competitividade”, considerou Miguel Abrantes, para quem “todos os pilotos que estão, tal como eu, a repetir o troféu evoluíram naturalmente”. Por outro lado, “houve entrada de novos pilotos, alguns bastante jovens vindo dos kart’s, e outros que transitaram de outras competições, todos com excelentes andamentos”.
A competitividade pode ser medida por um dado sublinhado por Miguel Abrantes: “Fazendo uma leitura de uma folha de tempos de treinos cronometrados, verificamos que estão 10/12 pilotos separados por menos de 1,5 segundo”.

PATROCINADORES CRUCIAIS NO PASSADO E… PARA O FUTURO

O piloto procura agora “colocar de pé” um projeto “para evoluir” em 2020. “A Kia e a CRM estão a desenvolver um novo carro de troféu para a próxima época com base no Kia Ceed, um carro bastante mais potente que o Picanto. Terá uma potência de 220 cv, caixa sequencial, travões de competição… um verdadeiro carro de corrida!”
Miguel Abrantes lembra que esta aposta “exige um orçamento bastante maior” do que o de 2019, esperando pela “recetividade dos patrocinadores”. “Dependendo da vontade de quem me tem acompanhado, poderei então fazer o Kia Ceed GT Cup, voltar aos rallyes, ou parar”. A fase agora é de entregar projeto aos patrocinadores e agendar reuniões. “Ainda é cedo, mas gostava de poder continuar a competir”.
Miguel Abrantes admite que sem os patrocinadores não teria condições para competir a este nível. “Como se sabe, o desporto automóvel é bastante dispendioso e, salvo raras exceções, não se consegue competir sem apoios”. Na última época, estiveram com o piloto a Exsepi, Aguesport, Planstone/ASD, McDonalds Aveiro, Cafés Mambo, Auto Ria, Macafer, Paulo Loureiro Seguros, Intermaco, Ok Embalagens, Critec, Eleven Bikes e Câmara de Águeda

Foto em cima: Miguel Abrantes durante a competição (foto zoomMotorsport)
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