Moinhos abertos assinalam dia nacional dos moinhos

Moinho em Mouquim

São vários os moinhos da região que se associam à iniciativa do dia dos moinhos abertos, no fim de semana de 11 e 12 de abril, que pelo nono ano consecutivo assinala o dia nacional dos moinhos (7 de abril). A iniciativa é organizada pela Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia.

Moinhola em Macieira de Alcôba

Moinhola em Macieira de Alcôba

Com o dia dos moinhos abertos, segundo Armando Carvalho Ferreira, da Rede Portuguesa de Moinhos, “pretende-se chamar a atenção dos portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral”.
A nível regional regista-se a adesão a esta iniciativa de perto de quatro dezenas de moinhos, de várias tipologias, em 13 concelhos do distrito de Aveiro (Albergaria-a-Velha, Águeda, Estarreja, Aveiro, Vagos, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Vale de Cambra, Anadia, Arouca, Ílhavo, Mealhada e Castelo de Paiva), assim como num concelho do distrito de Coimbra (Figueira da Foz).
Nesse sentido, com a “indispensável colaboração” dos seus proprietários e o apoio de diversas entidades públicas e privadas, os moinhos estarão a funcionar e abertos ao público nos dias 11 e 12 de abril para visita gratuita. “Cada moinho terá um programa de atividades próprio com visitas guiadas, animações, demonstrações, palestras e outras ações de sensibilização”.
Armando Carvalho Ferreira considera que a adesão à iniciativa está “em crescendo de ano para ano, tanto no número de moinhos aderentes, como do número de visitantes, sendo que nas últimas edições foram contabilizados mais de um milhar de visitantes, somente nos moinhos aderentes da região de Aveiro”.
Para mais informações sobre esta iniciativa na região de Aveiro, os interessados devem contactar através do telefone 960045054 ou do correio electrónico moinhosdeportugal@gmail.com.

Programa Moinhos Abertos 2015 – Aveiro

Moinhos do Ribeiro

Moinhos do Ribeiro, em Albergaria-a-Velha, integram a rota dos moinhos do concelho

O que são os Moinhos Abertos?

Moinhos Abertos é uma iniciativa de alcance nacional e ampla divulgação com o objetivo de chamar a atenção dos portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, por forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, organizações associativas, autarquias locais, Museus, investigadores, molinólogos, entusiastas e amigos dos moinhos.
O conceito é simples: em cada ano, pretende-se colocar em funcionamento simultâneo e abrir ao público para acesso livre tantos moinhos quantos for possível em todo o país por ocasião do dia 7 de abril, Dia Nacional dos Moinhos.
Esta iniciativa, que se iniciou em 2007, tem sido anual e nacional, pretendendo-se com esta ação continuada “atingir um impacto duradouro e reforçado a cada ano na salvaguarda dos moinhos portugueses”.
Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses, poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projetos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de ativistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas de desenvolvimento em torno deles.

Quem organiza?

A Rede Portuguesa de Moinhos em colaboração com a TIMS, Secção Portuguesa da Sociedade Internacional de Molinologia e, sobretudo, com os proprietários de moinhos, moleiros, molinólogos e câmaras municipais assinantes e apoiantes da rede.

O que é a Rede Portuguesa de Moinhos?

A Rede Portuguesa de Moinhos é uma iniciativa inovadora: uma comunidade de prática e um centro de recursos de molinologia e etno-tecnologia portuguesa ao serviço do desenvolvimento regional.
É uma iniciativa da Etnoideia Projeto de Desenvolvimento Rural e foi criada em Abril de 2006, tendo iniciado a sua atividade operacional em agosto. Seis meses depois da sua criação, a Rede é já uma referência incontornável para todos quantos se interessam pelo património monológico português. Conta com mais de 60.000 visitas Internet e atingiu já cerca de uma centena de participantes ativos de 46 municípios do continente e ilhas. Tem como principais ações em curso:
Portal do Moinhos de Portugal 
– Revista Molinologia Portuguesa
– Cursos de molinologia e etnotecnologia portuguesa
– Dicionário de Molinologia
– Inventário nacional de moinhos tradicionais
– Aconselhamento técnico em molinologia
– Serviço Info Mail
Conta entre os seus assinantes com câmaras municipais, juntas de freguesia, escolas, associações de desenvolvimento, associações culturais e de defesa do património, museus investigadores, empresários, curiosos, moleiros, estudantes e entusiastas dos moinhos e do património rural.
Funciona em articulação estratégica com a TIMS – The International Molinological Society (Sociedade Internacional de
Molinologia), proporcionando um interface entre as duas redes, nos níveis nacional e internacional, dando acesso a conexões efetivas com pessoas, organizações e redes nacionais em mais de trinta países em todo o mundo.
A Rede Portuguesa de Moinhos financia as suas atividades através de fundos próprios, de subscrições de membros e da angariação de Patrocínios com contrapartidas de publicidade, nomeadamente junto das autarquias locais. Conta ainda com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Boticas, município apoiante desde a primeira hora.

A quem se destina?

A si e a todos! Para fazer parte da Rede basta entrar em www.moinhosdeportugal.org e seguir as instruções “como
assinar”.
A Rede Portuguesa de Moinhos é uma comunidade de prática e um centro de recursos partilhados. Um espaço de encontro de pessoas e instituições que de alguma forma conhecem, estudam, possuem, exploram, recuperam ou promovem a reutilização dos moinhos tradicionais portugueses. Conjuga as novas tecnologias com atividades de carácter mais tradicional, ajustando-se aos ritmos de vida e estádios de desenvolvimento tecnológico de realidades tão diversas como o mundo urbano e o mundo rural, o interior e o litoral, as ilhas e o continente, investigadores, autarcas, empresários, entusiastas, amadores, molinólogos, estudantes, professores, estabelecimentos de ensino, mas também moleiros e proprietários de moinhos.

Mais informações

Programa Moinhos Abertos 2015 – Aveiro

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