Música, teatro e palco na nova escola de palco da d’Orfeu

d'Orfeu - Associação Cultural

. Uma proposta formativa que “complementar, que não choca com os projetos formativos já existentes no concelho”. Luís Fernandes fez a apresentação no decorrer de uma festa que se prolongou pela tarde. As inscrições estão abertas, mesmo tendo já ultrapassado o número de alunos em formação nos anos anteriores

Luís Fernandes, na apresentação da nova escola de palco, historiou o processo de formação que sempre norteou a d’Orfeu – começou com o curso de tocata, na fase inicial da associação cultural, e progrediu com a d’Formação a partir de 2005. Com a Escola de Palco, a d’Formação extingue-se mas surge um novo conceito de formação artística.
“Este é um momento decisivo para a d’Orfeu”, admitiu Luís Fernandes. A associação pretende unir música e teatro. “É uma formação para alunos que possam ter potencial para pisar o palco, quer pela via musical quer pelo teatro, numa fusão das duas disciplinas que podem ser indissociáveis”. Surge assim a Teatrusica – mais um nome com origem na d’Orfeu – tendo “a música como ponto de partida” mas “com aulas de teatro”, sendo os alunos “vasos comunicantes entre uma área e outra”.
Haverá aulas individuais de música e aulas coletivas de teatro, a que se junta o palco. Haverá módulos diferenciados, de acordo com os objetivos dos formandos e a disponibilidades dos seus encarregados de educação. “Só música sem deixar de ter palco, só teatro sem deixar de ter palco ou a junção das três componentes”, pormenorizou Luís Fernandes, para acrescentar que a opção “depende da disponibilidade dos pais na formação dos filhos, que no limite pode ir até às duas horas e meia por semana”.

MISSÃO INCLUSIVA E PRÉ-PALCO

No decorrer da conferência de imprensa, Luís Fernandes anunciou o aluno que ganhou a bolsa que é anualmente atribuída pela d’Orfeu para a frequência da escola: Daria Jéssica Yakovets, portuguesa mas filha de imigrantes. O apoio para a bolsa vem da empresa ATZ, através de Ricardo Cruz, um ex-aluno da d’Orfeu agora mecenas da associação cultural.
A “missão inclusiva” da associação inclui ainda um incentivo a alunos que sejam membros de outras associações do concelho, podendo aceder à Escola de Palco mediante o pagamento de 50 por cento do valor normal, mercê de um protocolo estabelecido nesse sentido com a Câmara Municipal de Águeda.
O projeto apresentado pela d’Orfeu inclui o pré-palco, uma atividade semanal dirigida a crianças dos 3 aos 5 anos. “Vai começar em outubro”, indicou Luís Fernandes. Oficinas pontuais, visitas criativas, cursos técnicos, formação fora de portas em instituições e escolas por todo o concelho e opÁ! – orquestra percussiva de Águeda inserem-se no plano formativo da Escola de Palco.

CÂMARA APLAUDE

Elsa Corga, vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Águeda, considerou “muito interessante esta ideia” da Escola de Palco, “pela singularidade”. Presente no lançamento da Escola de Palco, a autarca referiu “estarmos aqui a criar algo diferente, fugindo do que é normal e do que é a oferta já existente no concelho”.
A vereadora assegurou que a autarquia “valoriza muito” a parceria com a d’Orfeu, existente “desde 2016”, que “foi sofrendo alterações”. “Há projetos que se mantém e outros que são projetos novos e dinâmicos, que trazem mais valias a Águeda”, considerou, valorizando as dimensões “artístico, social e cultural” do novo projeto e as parcerias previstas com as instituições concelhias. “A escola de palco dá continuidade a todo o trabalho que a d’Orfeu tem vindo a realizar”.
O programa da festa de lançamento da Escola de Palco incluiu diversas aulas abertas de música e de teatro, a funcionar em simultâneo por todo o Espaço d’Orfeu e uma grande aula aberta de “palco” e o espetáculo “1500 – A Voar Por Cima das Águas” da opÁ!.

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