“Nunca foi dada ordem para os bombeiros não atuarem”

Francisco Santos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Águeda

“Nunca foi dada uma ordem para os bombeiros não atuarem”, responde Francisco Santos às polémicas afirmações do ex-presidente da Junta de Agadão, António Farias dos Santos, em artigo de opinião publicado na última edição, em que afirmava que os bombeiros não atuaram porque tinham ordens superiores para não o fazer.

“As pessoas às vezes têm uma visão um pouco redutora de um incêndio desta dimensão e limitam o incêndio àquilo que estão a ver”, diz o comandante dos Bombeiros Voluntários de Águeda, em entrevista ao Região de Águeda, acrescentando que “não se pode confundir falta de atuação com defesa perimétrica a uma povoação que tem uma frente de incêndio com três quilómetros e quando temos apenas dois carros disponíveis”.
“É triste lermos este tipo de comentários ainda exaustos e ao fim de 30 horas a trabalhar no combate ao incêndio”, remata o comandante dos bombeiros, admitindo, no entanto, “constrangimentos graves com as máquinas de rastos” uma vez que “os operadores não estão habituados a trabalhar num ambiente hostil e com muito fumo como este e com este tipo de vegetação”.
“Posso dizer-lhe que as coloquei em seis ou sete lados, nomeadamente no Caselho e na zona industrial, foi-lhes transmitido o objetivo da missão e disseram-nos que não tinham condições de segurança para atuar”, explica Francisco Santos.

(entrevista completa na edição e-paper e impressa de 24 de agosto)

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