“O CENSI precisa da atenção e do apoio dos pais das crianças”

Tiago Pereira, presidente do CENSI de Aguada de Baixo

Tiago Pereira foi empossado recentemente presidente da direção do Centro Social Infantil de Aguada de Baixo (CENSI) e, em entrevista ao Região de Águeda, fala em constrangimentos na instituição por causa do acordo de cooperação com a Segurança Social. O dirigente revela ainda algumas ideias para o mandato para tentar encontrar fontes de receita para a instituição

P> O que o motivou a avançar com uma candidatura à presidência do CENSI?
R> A instituição debatia-se com dificuldades em encontrar pessoas disponíveis para se candidatarem e, como há um ano, tinha manifestado disponibilidade em colaborar, porque tenho uma filha na instituição e a minha mulher também já cá tinha andado, a minha sogra, que já fazia parte da direção como tesoureira, desafiou-me e decidi avançar e dar o meu contributo no sentido de se encontrar uma solução diretiva. Para mim, também constitui um desafio, porquanto me permite aprender e desenvolver novas competências.

P> E o que está a achar da experiência?
R> É muito cedo para ter uma perceção de tudo, porque só tomámos posse a semana passada. Enquanto presidente estou aqui há apenas duas semanas.

“Estou rodeado de gente muito boa”

P> Quais têm sido as principais dificuldades que tem sentido?
R> A minha falta de conhecimentos nesta área social, o que me obriga a um esforço de aprendizagem diária, mas estou rodeado de gente muito boa, quer os elementos dos órgãos socias quer a equipa de colaboradores. Temos um excelente ambiente, que se deve muito ao trabalho da anterior direção, que tudo fez para aproximar de novo as pessoas. Vamos tentar aproveitar este bom ambiente que se vive na instituição e fazer com que as coisas melhorem.
P> E como é que encontrou a instituição?
R> Já notava isso antes quando ia às festas da instituição… percebo que o CENSI precisa mais da atenção e do apoio dos pais das crianças. A instituição está bem, mas enfrenta alguns desafios, que se prendem, nomeadamente, com a necessidade de revisão do acordo com a Segurança Social, no que toca à comparticipação. É que temos 12 crianças na creche que não estão a receber qualquer comparticipação da Segurança Social, porque ainda não conseguimos que fosse revisto o acordo de cooperação e isso está a criar sérios constrangimentos, agravados pelo incumprimento de alguns pais relativamente às mensalidades. Na creche temos capacidade para 45 crianças, mas só temos acordo com a Segurança Social para 33.

“Novo parque terá nome de Horácio Marçal”

P> É a situação mais preocupante que encontrou.
R> Sim, é dos maiores problemas com que se confronta o CENSI… Vamos continuar a desenvolver esforços no sentido de vermos o acordo revisto e vamos apostar na realização de iniciativas capazes de gerar receitas para a instituição.

P> Já há algumas ideias?
R> Sim. Vamos rentabilizar a nossa cozinha e passar a vender refeições para fora, nomeadamente junto de empresas, mas também aos pais, dando-lhes a possibilidade de quando vierem buscar os seus filhos ao final do dia levarem daqui o jantar. Isso já acontece às quartas-feiras, mas a ideia é alargar aos restantes dias.

P> E que outras apostas estão pensadas para o mandato?
R> O nosso edifício é antigo, precisa de obras. Vou tentar encontrar apoios para avançarmos com essas intervenções. Gostaríamos também de construir um parque para as crianças ao qual queremos dar o nome do Dr. Horácio Marçal, que já tinha essa vontade quando esteve à frente do CENSI.

(entrevista publicada na edição da semana de 22 de janeiro de 2020 – versões e-paper e impressa)
Autores

Notícias Relacionadas

*

Top