Olavo Bilac: “Vamos por as pessoas a cantar do início ao fim”

Olavo Bilac

Conhecido pelo seu timbre rouco e suave, Olavo Bilac tem no seu vasto currículo projetos como os Santos e Pecadores e Resistência, a mítica banda que surgiu em Portugal na primeira metade dos anos 90. Filho de cabo-verdianos, o cantor nasceu em Moçambique e está a celebrar 25 anos de carreira com uma digressão nacional. Esta quarta-feira (24), vai estar no Agitágueda e, em conversa telefónica com o nosso jornal, revela o que os fãs podem esperar do espetáculo

P> O que é que os seus fãs podem esperar do concerto que vai dar no Agitágueda nesta noite de quarta-feira?
R> A ideia é revisitar 25 anos de canções, passando por projetos que fazem parte desta minha carreira de 25 anos ligada à música. O que se pretende é por as pessoas a cantarem do início ao fim e cantar também algumas canções que gosto muito.

P> Já tinha ouvido falar do Agitágueda?
R> Sim, já…

P> E já tinha estado em Águeda antes?
R> Creio que já estive em Águeda com os Santos e Pecadores e com os Resistência também.

P> Iniciou a sua carreira a solo em 2014. Porque é que decidiu dar esse passo?
R> Decidimos fazer um interregno nos Santos e Pecadores, mas continuo a cantar com os Resistência, ainda agora estivemos no Funchal (Madeira). Como os meus pais são cabo-verdianos, desde muito cedo que contacto com esse universo musical, das mornas e das coladeiras. Levei essas músicas do mundo a muitos auditórios. Deu-me muito gozo, mas a minha “praia” é a pop-rock.

P> Qual o feedback destes anos a cantar a solo? Continua sentir o mesmo carinho dos fãs que tinha com os Santos e Pecadores e Resistência?
R> Tenho sentido sim. Está a correr lindamente. É bom sentir que as canções deixam de ser nossas e passam a ser de todos nós quando as pessoas as cantam, porque se identificam com elas, com as experiências que contam.

P> Considera-se mais Santo ou Pecador?
R> (Risos) Somos todos um bocado dos dois, mas uns são mais pecadores e outros mais santos…

P> Acha que a música cantada em português conseguiu já impor-se na indústria da música?
R> Houve um tempo em que as bandas cantavam todas em inglês. Os Resistência mudaram um pouco esse paradigma, mas é bom ver que os novos cantores gostam de cantar em português.

P> Completou 25 anos de carreira. É hoje um Olavo Bilac muito diferente daquele que deu os primeiros passos no mundo artístico?
R> O tempo muda as pessoas. Torna-nos mais calmos, amadurece-nos. Vivo uma experiência da música mais madura hoje.

P> Quais os projetos que tem para os próximos tempos?
R> Lancei um sigle no final do ano passado e vou lançar outro em breve. A ideia é continuar a lançar singles uns atrás dos outros e mais tarde compilar esses temasnum CD. Depois há também os Resistência… como diz o Jorge Palma “Enquanto houver estrada pra andar. A gente vai continuar”. O espirito dos Resistência é mesmo esse.

ISABEL GOMES MOREIRA
(toda a informação sobre o Agitágueda na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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