Padre José Camões: 25 anos de sacerdócio em Águeda

Padre José Camões

“As mudanças da sociedade implicam esforço de adaptação e busca de caminhos novos, mas o essencial mantém-se”, refere o padre José Camões que, esta quarta-feira, dia 19, completa 25 anos de sacerdócio em Águeda

Ordenado padre há 48 anos, em abril de 1970, o padre José Camões passou pelas paróquias de Santa Joana Princesa e Oiã e ainda pelo Seminário, antes de vir para Águeda. Atualmente, está ao serviço da unidade pastoral de Águeda, da qual fazem parte as paróquias de Águeda, Borralha, Castanheira do Vouga, Préstimo e Macieira de Alcoba, juntamente com os padres Jorge Fragoso e José Carlos.

“OS TEMPOS SÃO NOVOS MAS O ESSENCIAL MANTÉM-SE”

“Tem sido um tempo de crescimento, questionamento, de interpelação, ao serviço da Igreja”, refere o pároco, falando destes seus 25 anos por terras de Águeda, acrescentando que tem sido um tempo “que me tem permitido ir entendendo a razão de ser da missão que assumi e com a qual me identifico, através do contacto com a realidade e as pessoas”.
Sobre os desafios de há 25 anos e os desafios atuais, o padre José Camões diz que “são os mesmos, mas encarados em perspetivas diferentes”. “As mudanças da sociedade implicam esforço de adaptação e busca de caminhos novos, mas o essencial mantém-se … Deus não muda”, sublinha.

DESPERTOU PARA O SACERDÓCIO NA INFÂNCIA

A vontade de abraçar o sacerdócio começou a despertar ainda na infância, quando tinha oito ou nove anos, da vontade de transmitir às pessoas que “precisamos de ser amigos uns dos outros”. Essa vontade começou depois a fortalecer-se com as vivências e pessoas com que se foi cruzando, como contou ao RA.
Em relação ao futuro, o padre Camões espera “continuar a luta sempre com o mesmo objetivo da busca de caminhos que nos ajudem no anúncio da vivência do Evangelho desta Igreja, a qual vivo de coração inteiro”.
Em conversa com o RA, o padre Camões fala ainda a “indiferença que domina na sociedade de uma forma geral”, assente no pensamento de que “cada um é que tem de tratar da sua vida”, embora faça questão de destacar “a existência de um grande número de pessoas de uma generosidade a toda a prova”. “Há pessoas que simplesmente não têm pão para comer e esse tipo de pobreza é mais fácil de combater; mas há um outro tipo de pobreza que toca mais fundo, resultado da sociedade em que vivemos”, diz.

ASSALTO E ENFARTE

Por fim, o padre Camões agradece o facto de se ter tornado padre e agradece o facto de ser padre nestas terras de Águeda, bem como “a tanta gente e tantos cristãos que têm dado o melhor de si e que, por isso, têm sido exemplo na sua fidelidade à Fé”.
Mas a passagem por Águeda está também associado a acontecimentos menos positivos, como o assalto de que foi vítima, por um assaltante que o agrediu e o amordaçou ou, mais recentemente, em outubro de 2015, quando sofreu um enfarte agudo do miocárdio.

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