Pedro Neves, maestro: Orquestra Filarmónica 12 de Abril é a minha segunda família”

Maestro Pedro Neves

Apontado como um dos melhores maestros da sua geração, Pedro Neves, de Travassô, acaba de dirigir a ópera La Cenerentola, de Rossini, que esteve no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, até esta quarta-feira, dia 1 de abril. O RA falou com o jovem maestro que nos revelou os seus projetos futuros, que passam por compromissos com algumas orquestras portuguesas, com grupos de música contemporânea e orquestras em Espanha e no Brasil.

P> É apontado como um dos melhores maestros da sua geração. Como convive com isso?
R> Na realidade, e na minha opinião, o mais importante na arte em geral e na música em particular, é estar envolvido numa constante evolução e num contínuo desenvolvimento artístico; o fruto da busca diária e do trabalho que isso implica enriquece-nos espiritualmente e dá-nos forças para continuar.

P> Apesar disso, disse numa entrevista que é maestro por acaso. Não fazia parte dos seus planos ser maestro?
R> Não fazia parte dos meus planos… mas foi um percurso entre a inocência e a consciência, que foi crescendo dentro de mim e absorvido pela minha mente. Por ter começado tão cedo todo o percurso foi feito de uma forma muito saudável.

P> Dirigiu as melhores orquestras de Portugal. O que é que isso representa para si?
R> Representa sobretudo experiência, que é um fator fundamental para um maestro evoluir no seu trabalho, visto que o seu instrumento, que é a orquestra, não pode ser praticado em casa, como acontece com os instrumentistas.

P> Que papel tem a Orquestra Filarmónica 12 Abril, à qual continua ligado, na sua vida?
R> Simplesmente a minha segunda família, a minha casa da música.

P> Sabemos que valoriza o papel das bandas, mas isso não é um sentimentopartilhado por muitos. As bandas ainda têm esse lado pejorativo, apesar do importante trabalho que desenvolvem nas suas comunidades?
R> As bandas têm um papel fundamental na educação dos nossos jovens. Quem ainda não percebeu isso, peço que pare um pouco para pensar e analisar os factos. Se as bandas não existissem a nossa vida cultural seria muito mais pobre e a formação geral dos nossos jovens seria muito fraca.

P> Acaba de dirigir a ópera La Cenerentola, de Rossini, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Como foi e qual a importância desta experiência na sua carreira?

R> O mundo da ópera é um espaço particular no qual o maestro adquire uma experiência enorme e diferente do habitual. Para mim ter esta oportunidade foi muito positivo e está a ser bastante útil no meu percurso como maestro.

PROJETOS PARA O FUTURO

P> Quais os seus projetos para o futuro?
R>Para o futuro próximo tenho compromissos com algumas orquestras portuguesas, com grupos de música contemporânea e também vou colaborar com orquestras em Espanha e no Brasil.

P> Qual o seu sonho em termos de carreira?
R> Melhorar a cada dia, fazendo da música um modo de vida.

Foto: Teatro Nacional de São Carlos

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