Piromania! Que medidas? Para quando?

Dado como extintos os incêndios que lavravam há mais de 30 horas em Águeda e Albergaria-a-Velha, colocando várias habitações em risco, consumindo floresta e mobilizando recursos que oneram o depauperado momento financeiro, é tempo de fazer o balanço dos prejuízos mas, fundamentalmente, de agir sobre as causas desta calamidade nacional.

“Uma semana antes já os bombeiros estavam de prevenção para o que se confirmaria. Tempo quente e ventos fortes eram aguardados, condições muito favoráveis para a actuação dos pirómanos. Uma semana antes, já todos adivinhavam o que se iria passar”, escreve o director adjunto do RA na edição desta semana.

No texto “Um país de pirómanos” de Augusto Semedo, questiona-se a quantidade de incêndios e os estudos realizados que “indiciam que praticamente 70 por cento dos fogos florestais têm origem humana (por acção criminosa ou por negligência)”. Por isso, escreve-se, “impunha-se que às conclusões se seguisse uma estratégia coordenada de actuação entre as diversas autoridades capazes de minorar este flagelo – que talvez esconda uma realidade socio-cultural (residual?) a não menosprezar”.

Neste processo de “auto-destruição” e “num país com tantos pirómanos”, há que encarar este problema de frente e agir – reforça-se. Se há “gente certamente desequilibrada e sem respeito pelos outros e pelo bem comum, gente mórbida e despida de quaisquer princípios cívicos, há que actuar (…) não há que fazer politiquice, fartos que estamos dos pirómanos da arena política e corporativa, mas (como noutras áreas) há que adoptar uma postura responsável para um objectivo comum”.

“O ambiente irrespirável avisa das consequências ambientais. Há a juntar enormes prejuízos para proprietários e para o próprio Estado. Num país em dificuldades, com famílias e corporações de bombeiros no limiar da sobrevivência e um Estado em assistência financeira, entender a existência de pirómanos é ter a certeza de que há muita inconsciência e/ou maldade em mentes desequilibradas. E é preciso agir!, reforça-se nas colunas do RA.

(MAIS INFORMAÇÃO NAS EDIÇÕES E-PAPER E IMPRESSA)

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