Polis Ria de Aveiro: 96 milhões de euros investidos até 2012

A sociedade que vai gerir o programa Polis da Ria de Aveiro, cujo capital será repartido entre o Estado e autarquias, terá um investimento global previsto de 96 milhões de euros, anunciou hoje fonte municipal.

A repartição do capital social, o volume de investimento e a divulgação dos principais projectos foi feita hoje por Ribau Esteves, presidente da Comunidade Intermunicipal da Ria de Aveiro (CIRA), durante a reunião da Câmara de Ílhavo (a que também preside), e que aprovou a subscrição de 1,7 milhões de euros do capital, a realizar em seis tranches, mediante transferência para a CIRA.

Segundo Ribau Esteves, 55 por cento do capital será assumido pelo Ministério do Ambiente, 44 por cento pela CIRA e um por cento pelo Município de Mira, que, embora não integrando a estrutura intermunicipal, será abrangido pelo Polis Ria de Aveiro.

O programa, que terá a ParqueExpo como entidade responsável pelo desenvolvimento dos projectos, compreende um investimento global de 96 milhões de euros, entre 2009 e 2012.

O financiamento será suportado por fundos comunitários em 59 por cento, pelos municípios em 15 por cento, 18 por cento pelo próprio Ministério do Ambiente, cinco por cento pelo Ministério da Agricultura e Pescas e pela Administração do Porto de Aveiro e três por cento pelas associações náuticas.

Entre os principais projectos de cariz intermunicipal figuram o desassoreamento da Ria, o reforço do cordão dunar entre as praias da Costa Nova e da Vagueira, o balizamento e sinalização dos canais de navegação e a construção de vias cicláveis nas margens dos principais canais.

Classificados como projectos de interesse municipal serão as “portas da Ria”, com a “Porta Marítima” que ficará junto à ponte da Barra e irá tirar partido do valor arqueológico da embarcação do séc. XV ali descoberta, a “Porta da Urbe” à entrada da cidade de Aveiro e a “Porta da Ria” na Murtosa.

Ainda no âmbito dos projectos de interesse municipal figura a requalificação de vários cais e esteiros, a construção de postos náuticos e ainda de ancoradouros para a actividade da pesca.

 “É uma aposta política do Governo que tem os seus riscos, com a perspectiva positiva de trabalhar com os municípios e de aproveitar os fundos comunitários”, sustentou Ribau Esteves na apresentação, em que elogiou o ministro do Ambiente, Nunes Correia, e a equipa Polis pelo trabalho desenvolvido em parceria.

Ribau Esteves não deixou de lamentar, no entanto, que não fique definido o modelo de gestão integrada da Ria que vinha sendo reclamado pelos municípios ribeirinhos, mas garantiu o empenho no sucesso da operação.

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