Prémios.escolares@Águeda.pt , por Alberto Marques (*)

Discordo absolutamente da decisão do Ministério da Educação de cancelar a entrega dos prémios aos melhores alunos do ensino secundário, poucos dias antes das respectivas cerimónias. Em sentido contrário ao que Ministro Nuno Crato tem vindo a defender, dá-se, de uma penada só, uma machadada no reconhecimento do mérito, e na credibilidade do Estado como pessoa de bem. Não se faz isto, muito menos desta forma. Os sinais que passam para os alunos – os premiados, e os outros – são precisamente o oposto do desejável. A solução do Ministério (os alunos premiados não receberão o prémio, mas terão uma palavra no encaminhamento da verba respectiva a favor das suas escolas) não resolve o mal-estar desnecessariamente criado por esta insólita medida. Posso até compreender alguns fundamentos na base desta opção, nomeadamente o facto de a entrega de dinheiro aos alunos poder ser mal interpretada; posso, ainda, aceitar a solução da entrega às respectivas escolas; o que não é compreensível é a “mudança de regras a meio do jogo”, desapontando centenas de estudantes que, legitimamente, assumiram expectativas de receberem uma distinção e um valor monetário, que utilizariam como entendessem.

No caso particular dos alunos das escolas de Águeda, o sentimento de injustiça é atenuado pela existência de vários prémios para os melhores estudantes em diversas áreas de ensino, promovidos, alguns, pelo próprio Município, e outros por empresas e instituições. Tantas vezes apresentado como bandeira desta terra, o empreendedorismo dos empresários aguedenses materializa-se nesta atribuição de prémios, fazendo pelos alunos e pela escola o que o Estado (sempre o Estado…) não consegue fazer na plenitude.

Eu próprio, enquanto estudante em Águeda, já recebi alguns destes prémios (da Fundação Dionísio Pinheiro e da Sociedade Comercial do Vouga, por exemplo) e, apesar de as verbas então envolvidas serem consideravelmente inferiores aos actuais quinhentos euros que o Ministério “ficou a dever”, posso assegurar-vos que a sensação de ver reconhecido o esforço de um ano inteiro é altamente motivadora e inspiradora. Os alunos de Águeda, felizmente, continuam a contar com este estímulo, ainda que à custa das gentes da terra. Espero que, quando o Ministério da Educação arrepiar caminho, não seja tarde de mais…

 

Ainda.e.sempre.as.vias.cicláveis@Águeda.pt

 

Há poucas semanas, li atentamente o excelente trabalho do director deste jornal, onde explicava, clara e inequivocamente, a inutilidade das chamadas vias cicláveis em Águeda. Mal planeadas, pessimamente concebidas, e ainda pior executadas, as “passadeiras vermelhas” (agora também negras, fluorescentes, enfim…), continuam a gerar estupefacção em locais e forasteiros.

Perante as evidências, o que fez o senhor Presidente da Câmara? Assumiu o erro que todos já perceberam? Nada disso. Recorrendo ao direito que a lei lhe confere, com números de artigos, alíneas, e outros preciosismos, exigiu a publicação de cerca de 10.000 carateres de uma defesa(?) da qual, após bem “espremida”, retirei o seguinte: “blá, blá, blá… Propaganda do executivo…. Blá, blá, blá”. Não havia necessidade, senhor presidente… Não vale a pena esforçar-se. Por mais que tente, dificilmente encontrará mais que uma meia dúzia de pessoas (e estou a ser generoso) defensoras desta “obra”, incluindo o senhor presidente e um ou outro técnico do Município que não queira assumir o óbvio… Até quando teremos de conviver com esta aberração?

 

Feriado.Municipal@Águeda.pt

 

A Assembleia Municipal desta semana, destinada a discutir o “Estado do Concelho”, inclui como um dos dois pontos da ordem de trabalhos o seguinte: “Feriado Municipal – Porquê e quando?”

Confesso que não percebo estas coisas… Nos conturbados tempos que vivemos, com tanto assunto sério para debater, com tanto que falar sobre as opções do actual executivo, com tantas soluções para o futuro que urge encontrar, alguém pretende ocupar parte considerável desta Assembleia com um fait divers que mais não serve para desviar a atenção dos verdadeiros problemas. Assim, não vamos lá. Por estas e por outras, é que a classe política vai sendo tão desprestigiada…

(*) vice-presidente do PSD/Águeda

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