Projeto de Vale Domingos apresentado como exemplo em Albergaria-a-velha

poder da colaboração albergaria

O projeto de Vale Domingos foi um dos exemplos apresentados no seminário “colaborar faz toda a diferença” que a CPCJ e a Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha promoveram no Cineteatro Alba

“O poder da colaboração” serviu de mote para assinalar o Ano Nacional da Colaboração pelo município de Albergaria-a-Velha. Foram apresentados exemplos de projetos desenvolvidos em vários pontos do país, designadamente pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Associação dos Amigos das Deficiências Intelectuais e Desenvolvimentais, Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção de Crianças e Jovens, Associação de Jovens de São João da Madeira e Comunidade Inclusiva de Sanguedo (Santa Maria da Feira).
O projeto de Vale Domingos foi apresentado por Ricardo Assis, residente no lugar, a psicóloga do Agrupamento de Escolas de Águeda, Rosália Coelho, a diretora técnica da Bela Vista, Luísa Coelho, e o presidente da União de Freguesias de Águeda e Borralha, Jorge Castanheira.

PARQUE BOTÂNICO
MUDA O PARADIGMA

Os representantes de Vale Domingos falaram de uma terra que “tem uma história” mas que é olhada como “terra de pobres, de ciganos, de gente que não presta… talvez porque existe naquela comunidade, um bairro social e duas comunidades ciganas”.
O Parque Botânico de Vale Domingos foi um sonho que teve o condão de começar a mudar o paradigma. “Ao redor desta ideia a comunidade reuniu-se aos fins-de-semana, com o apoio de muitos, para dar corpo ao parque. Em pouco tempo, brancos, azuis, violetas começaram também a construir relações, laços, confiança e a perceber que o outro era igual a si”.
De acordo com os representantes do projeto, “o poder da colaboração, o acreditar, deu capacidade a esta comunidade para reinvestir em si e poder mudar a imagem que os de fora foram construindo, assente num conjunto de preconceitos e estereótipos”.

MOBILIZAÇÃO
NO ORÇAMENTO
PARTICIPATIVO

Os nove projetos ganhos nos orçamentos participativos municipais, nacionais e jovens – dois dos quais já concluídos e os restantes a terem início em 2019 – foram referidos como um exemplo de participação e colaboração. A Junta de Freguesia “tem feito, arranjando materiais e equipamento, mas também apostando nas pessoas”, designadamente contratando ciganos para as suas equipas de intervenção. “Acreditamos que ao capacitar as pessoas estamos a capacitar a aldeia, estamos a investir no futuro, nas crianças”, referiu Jorge Castanheira.
Abandono escolar, absentismo, desconfiança e insegurança são preocupações na intervenção que a rede de colaboração associada ao projeto pretende inverter. “São as crianças que hoje dão voz e sentido ao seu direito à educação, são as crianças construíram o sentimento de pertença devolvendo à escola o poder de ser catalisador dos seus sonhos”.

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