PSD acusa câmara de Águeda no negócio da água

Qualidade da água da rede pública fornecida pela AdRA foi reconhecida

O PSD acusou o presidente Gil Nadais e o seu executivo da Câmara de Águeda de ter feito um negócio ruinoso para o concelho e famílias aguedenses com o contrato do município com a AdRA – Águas da Região de Aveiro – e o vereador Edson Santos, também presidente da concelhia do PS, considerou que a postura social-democrata foi uma estratégia para desviar atenções sobre o mérito do orçamento e das grandes opções do plano da Câmara de Águeda para 2017. Com as eleições autárquicas em pano de fundo, até o presidente da Assembleia Municipal, Francisco Vitorino, não escapou às críticas dos social-democratas pela forma como conduziu os trabalhos

Sem Gil Nadais – que apareceu já o orçamento e grandes opções do plano tinha sido aprovado por maioria – e com o vice Jorge Almeida a justificar a ausência do presidente da Câmara com o atraso do avião que o trazia de Munique, o PSD condicionou claramente a sessão da Assembleia Municipal que decorreu na sede da Junta de Belazaima do Chão. Fê-lo a partir do momento em que trouxe à discussão, desde o período inicial reservado à intervenção do público, o negócio da AdRA, que considera ruinoso para o município.

APROVADO POR MAIORIA

O orçamento e o plano para 2017 viriam a ser aprovados por maioria, com três votos contra dos social-democratas Alberto Marques, Paulo Matos e Hilário Santos e quatro abstenções (do social-democrata João Coelho e do CDS/PP). Jorge Almeida definiu o documento como sendo de “continuidade” e de ter um “orçamento empolado” para dar a possibilidade das obras virem a ser financiadas na sequência das candidaturas apresentadas.

Paulo Pereira (CDS/PP) considerou ser um documento “sem grandes novidades e pouco transparente”, dando como exemplo o “bolo das rubricas designada por outros, que representam 35 por cento do investimento”. Questionou ainda os 400 mil euros previstos em estudos e pareceres em fim de mandato.
“São oito milhões de outros em 23 milhões de euros”, sublinhou Hilário Santos, “transferências para freguesias sem definir quais são, pavimentos de estradas sem dizer onde…”. Justificada pelo executivo socialista como procedimento próprio da contabilidade analítica, o social-democrata ripostou: “pode ser, mas não sei onde vão fazer a obra”.
Paulo Seara (PS) dá “garantia” a este executivo pelo facto de “ao longo destes anos” ter demonstrado “capacidade para ir buscar muito dinheiro”.

(reportagem na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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