PSD acusa câmara de votar estação arqueológica ao abandono

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O PSD acusa a Câmara Municipal de Águeda de “desleixo” e de votar ao “abandono” a estação arqueológica de Cabeço Santo

Esta posição da concelhia social democrata surge após declarações do presidente da autarquia, Jorge Almeida, a justificar o encerramento daquela estação devido a “sucessivos atos de vandalismo”.
Salientando que a Estação Arqueológica do Cabeço do Vouga “constitui o mais antigo e mais valioso património histórico situado no concelho de Águeda”, os social democratas alertam para o facto de o “desleixo” da autarquia estar a destruir o património aguedense.

Câmara fala
em vandalismo
e temporal
O presidente da Câmara Municipal, entretanto, já veio dizer que a autarquia tem feito de tudo para impedir o vandalismo na estação, que fica localizada num sítio ermo, referindo-se à vedação do espaço e à colocação de câmaras de vigilância.
“Estamos a pensar sinceramente cobrir novamente todas aquelas instalações para não se degradarem. O que está à vista são meramente muros e todas as peças foram retiradas. Temos tudo isso preservado”, disse o presidente da câmara em declarações recentes à comunicação social.
Jorge Almeida lembra ainda o temporal que, em 2013, destruiu a estrutura de proteção que cobria a área onde foram realizadas sucessivas campanhas de escavação e as estruturas soterradas ficaram à mercê das chuvas, da vegetação, de curiosos e de caçadores de tesouros.

PSD fala em desleixo
Ora para o PSD, o “ temporal pode ser a causa, mas passados cinco anos não pode continuar a ser a justificação”.
O PSD lembra ainda que “o interior do parque de Alta Vila também aguarda intervenção desde 2013” e que “infelizmente, assim como em Alta Vila, também a estação arqueológica viu crescer mato e ervas daninhas”.
“A Câmara Municipal de Águeda pode não conseguir impedir o vandalismo, mas o desleixo é evidente e pode estar a destruir património. Águeda seria muito mais atrativa se durante o AgitÁgueda os turistas pudessem visitar esta e outras mais-valias do concelho”, alega o PSD.
Recorde-se que há muito se questiona se o Cabeço do Vouga será a antiga cidade de Talábriga. O presidente da câmara Jorge Almeida não tem dúvidas disso. “Apontam-se outras localizações próximas para Talábriga, o que eu refuto. Há ali construções e, no rio Vouga, tenho conhecimento de locais onde, escavadas nas rochas, estão as salgadeiras de pescado, numa zona muito próxima, que seria um porto fluvial importante. Eu próprio as conheço. A tal Talábriga ou é ali ou muito perto”, testemunha Jorge Almeida.
Para dar a conhecer o conteúdo arqueológico existente, a Câmara de Águeda está a desenvolver um conjunto de aplicações virtuais.

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