Quercus alerta sobre incêndios

Floresta de Águeda em cinzas

A Quercus considera que estão em perigo vastas áreas de ecossistemas valiosos nomeadamente floresta com matos, pinheiros e carvalhos, bem como a sobrevivência da fauna existente nas áreas afetadas pelos incêndios no distrito de Aveiro

A floresta do Préstimo após o incêndio

A floresta do Préstimo após o incêndio desta semana

A Quercus alerta ainda para a necessidade de “serem implementadas políticas públicas de longo prazo, promotoras da gestão sustentável da floresta e do desenvolvimento rural, equilibrando a despesa de prevenção com a despesa de combate a incêndios”.
Segundo o comunicado da associação ambientalista, “apesar do Governo ter apresentado o compromisso político de aumento das áreas de montado de sobro e de azinho e de pinheiro-bravo, travando a expansão da área de eucalipto, designadamente através da revogação do regime de arborização, até à data não foram apresentadas propostas que cumpram o prometido”.
A Quercus diz ainda que “nada é feito há décadas” e que todos os anos “são destruídas áreas naturais de grande valor paisagístico que assumem cada vez mais importância no âmbito do turismo rural e da natureza”.

“PLANTAÇÃO DE EUCALIPTO PÕE EM RISCO SUSTENTABILIDADE DO ECOSSISTEMA”

A associação, no seu comunicado, alerta ainda para a “destruição de toda a cadeia de serviços que as áreas naturais fornecem e que põem em causa a qualidade da água, a regulação e oferta de água, a formação e a retenção do solo e a qualidade do ar”.
Lembra a Quercus que a plantação de grandes áreas de eucalipto “põe em risco a sustentabilidade do ecossistema, provocando a diminuição da biodiversidade e o consumo de grandes quantidades de nutrientes e recursos hídricos”. “Por outro lado, a sua composição altamente inflamável torna muito difícil o combate aos incêndios, sublinha ainda.
Lembra a Quercus que as autarquias têm a obrigação legal de elaborar e cumprir o Plano Municipal de Defesa de Florestas Contra Incêndios (PMDFCI) e o Plano Operacional Municipal (POM), frisando que, no entanto “algumas continuam a negligenciar a sua aplicação e o cumprimento das ações definidas para a defesa da floresta”.
A Quercus defende que as autarquias devem fomentar a inscrição dos pequenos proprietários florestais nas associações florestais existentes ou promover a criação de cooperativas de proprietários florestais, de modo a promover uma maior organização da floresta e a desenvolver práticas de gestão cooperativa.

ASSOCIAÇÃO DEFENDE ALTERAÇÃO DAS POLÍTICAS PARA A FLORESTA

A Quercus espera uma alteração séria das políticas públicas para a floresta, que promovam o investimento no mundo rural, defendendo a aplicação de algumas melhorias, como o aumento da execução das faixas de gestão de combustível junto de caminhos e estradas, a diminuição das áreas ocupadas pelo eucalipto, a gestão da paisagem florestal em mosaico, a plantação de mais espécies autóctones, a aplicação de um plano nacional para o controlo ou irradicação de espécies infestantes, a promoção do pastoreio para reduzir o combustível e continuidade dos povoamentos florestais.
Segundo a associação ambientalista, “a sociedade não pode continuar a pagar duas vezes, o equipamento de combate a incêndios e os custos associados à perda dos recursos naturais”.

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