Quercus valoriza projetos em Águeda

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No balanço ambiental de 2015, o Núcleo Regional de Aveiro da Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza – considera o projeto do Cabeço Santo, em Belazaima do Chão, como um dos “melhores factos ambientais”, dando ainda como exemplo positivo as iniciativas municipais de sensibilização ambiental em Águeda

Com um dos “piores factos ambientais” do antigo ano, a Quercus fala nos “recorrentes episódios de poluição e ameaça ao continuum fluvial, registados ao longo do ano, particularmente nos rios Vouga e Ul, bem como na Ria de Aveiro e na Pateira de Fermentelos, fazem com que estes ecossistemas se apresentem ano após ano ameaçados”.
As descargas de poluentes em rios e ribeiras é uma preocupação, segundo a Quercus: “Relativamente à qualidade físico-química dos cursos de água, continuam a verificar-se concentrações de nutrientes e cargas orgânicas, associadas sobretudo a más práticas agrícolas com uso excessivo de fertilizantes e a descargas poluentes com origem urbana e/ou industrial”.
Para a Quercus, “o desempenho das empresas de coleta e tratamento de esgoto que operam na região é pouco satisfatório, dado que se registam diversos casos de descargas poluentes provenientes das suas instalações”.

INCUMPRIMENTOS DOS CENTROS DE TRATAMENTO

A Quercus refere ainda ter verificado que os centros de tratamento de resíduos de Eirol e de Coimbra da ERSUC, “ao contrário do que diz a empresa no seu relatório anual, não reciclaram todos os resíduos orgânicos produzidos, sendo que muitos desses resíduos terão sido enviados diretamente para o aterro em vez de serem reciclados”.
Segundo a organização ambientalista, “o Ministério do Ambiente confirmou que a ERSUC, em vez de 25% de resíduos enviados para aterro em 2014, afinal apenas enviou 46%, aproximadamente o número que a Quercus tinha calculado, ou seja, o Ministério confirma que as unidades de tratamento da ERSUC estão a trabalhar muito abaixo do contratualizado, lesando assim, o ambiente e o erário público”.

PROJETO CABEÇO SANTO

“O projeto Cabeço Santo continuou em 2015 a contribuir ativamente para a recuperação ecológica e paisagística de uma mancha florestal no concelho de Águeda, conseguindo aumentar a extensão do corredor ecológico ribeirinho à sua guarda para 3,5 km”, sublinha a Quercus, para justificar ter sido um dos factos positivos do ano. “Como o estado inicial destas áreas era crítico, os trabalhos de remoção de exóticas e invasoras começaram de imediato, tendo tido um grande avanço nos últimos meses”.
De acordo com a Quercus, “para o futuro próximo os principais desafios são a manutenção e até o incremento da participação voluntária e a capacidade para manter o esforço de acompanhamento nas áreas mais antigas ao mesmo tempo que se produz o impulso inicial nas áreas novas”.
Nas perspetivas para 2016, a Quercus considera que “é tempo de assumir os problemas de cariz ambiental e a conservação da natureza como prioritários”. Defende mais investimento, dando como exemplo a educação e sensibilização ambiental, “para a moldagem de comportamentos e atitudes”. “O Núcleo de Aveiro espera que todos os municípios do distrito sigam os exemplos dos investimentos e iniciativas realizados pelas autarquias de Águeda, Murtosa, Arouca e Vouzela”, refere a organização ambientalista.

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