Reclamações de Águeda sem resposta do Governo

estrada Águeda - Aveiro

Os presidentes da Câmara Municipal e da Associação Empresarial de Águeda reivindicaram melhores acessos e custos energéticos mais competitivos, o IAPMEI e a secretária de Estado enalteceram empreendedorismo local mas nada foi dito quanto às preocupações aguedenses

Primeiro foi Jorge Almeida, presidente da Câmara Municipal de Águeda, quem deu continuidade às reclamações do concelho sobre as acessibilidades rodoviárias. “Estamos num concelho de empreendedores, com muitos exemplos como o de Fernando Macedo”, referiu, dirigindo-se diretamente à representante do Governo, a secretária de Estado Ana Lehmann. “O empreendedorismo é uma marca de Águeda que contribui para o país. A Câmara está apostada em dar as melhores condições e convidamos quem queira investir e em trabalhar, mas sentimos todos que merecemos melhores ligações à autoestrada”, reclamou.
O novo presidente da Câmara recordou a placa que em 2008 foi colocada na rotunda de acesso a Travassô, ainda pelo ministro Mário Lino, que indicava o início da nova estrada de ligação a Aveiro e à autoestrada. “Não retirámos a placa mas estamos à espera, porque a obra foi a primeira que caiu com o primeiro PEC da austeridade. Gostaríamos que o Governo se lembrasse e dissesse que Águeda precisa de uma ligação capaz”.
Ricardo Abrantes, presidente da AEA (Associação Empresarial de Águeda) foi mais longe. Tal como Jorge Almeida enalteceu Águeda e revelou o seu “orgulho” pelo investimento no Grupo Aluport e pelas “empresas que se têm destacado no mercado nacional e internacional”.
Depois, reivindicou: “É pretensão das indústrias de Águeda manter este posicionamento (…) mas este polo industrial por excelência que é Águeda está muito mal servido”. Falou de uma ligação a sul e outra a Aveiro, que conduzam à autoestrada e ao porto marítimo. Para escoar produtos e para atrair recursos humanos. “Sabemos que os recursos do país são limitados mas deixar de fora Águeda, que tanto tem dado, é um erro terrível”, considerou Ricardo Abrantes.
Além das acessibilidades, o presidente da AEA voltou a falar dos custos energéticos para as empresas. “Falta a energia competitiva que a indústria portuguesa necessita e assim perdemos muita competitividade externa”.
A secretária de Estado, protagonizando uma intervenção essencialmente escrita, deixou sem resposta as preocupações de Águeda. Nem uma palavra disse sobre os temas. Mas prestou “homenagem à energia empresarial” do município e da região, “uma referência” e com “massa crítica” para o país.

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