Recreio de Águeda marca assembleia para tratar do futuro

Recreio De Águeda

A marcação de uma assembleia geral para 31 de março é justificada pelo presidente da direção do Recreio de Águeda, Rui Anjos, pelo facto do clube precisar de saber com quem conta no futuro e num momento em que está a negociar “a terceira e última tentativa” com investidores “internacionais” para a criação de um novo modelo de gestão desportiva. Sobre o momento da convocatória, diz que “é tempo de olhar pelas pessoas, mas também das pessoas pensarem na continuidade das instituições quase centenárias e do trabalho diário prestado gratuitamente à comunidade”

Rui Anjos, presidente do Recreio de Águeda

Rui Anjos, presidente do Recreio de Águeda

Rui Anjos, presidente da direção do Recreio de Águeda, considera “fundamental na conjuntura atual” marcar no limite para abril a assembleia geral para eventual criação desse modelo desportivo “de forma a termos tempo de preparar muito bem a próxima época ao nível desportivo e financeiro, permitindo-nos transformar um momento difícil numa oportunidade pela vantagem competitiva do apoio externo face a outros clubes, melhorando organização e resultados desportivos”.
A entrada de investidores, “depois de tentarmos localmente meios excecionais de financiamento”, será a “melhor solução para um clube de âmbito nacional em progressão”. Para que seja possível, deverá ser assumida “uma renda a acordar pela utilização das instalações” do estádio com o Município. Rui Anjos está convicto de que esse caminho trará “mais valias” e que o concelho irá beneficiar pela projeção futura do clube, dando maior visibilidade, prestígio e retorno financeiro a Águeda”.

REDUÇÃO DE RECEITAS

Rui Anjos prevê uma redução de receitas na ordem dos 50 mil euros, em época condicionada pela pandemia do Covid-19. “O estado de emergência do país e no mundo obrigam a medidas drásticas e pretendemos tomá-las com o conhecimento dos sócios do Recreio de Águeda e da comunidade aficionada o mais breve possível”.
O presidente do clube pretende demostrar a evolução que o Recreio de Águeda tem conhecido a nível “competitivo, estrutural, organizativo e financeiro”, num momento em que decorre o processo de certificação da Federação Portuguesa de Futebol, que conduzirá o emblema aguedense a clube formador.
Porém, Rui Anjos salienta, questionando: “Estamos ainda mais preocupados com o arranque da próxima época, pois se dependemos em 50% dos nossos parceiros e eles deixarem de poder colaborar em 2020/21, como faremos?”. Com o momento de pandemia e as consequências económicas que se seguirão, “as perdas de receita estimadas serão de 150 mil euros ao nível geral (33% do orçamento), por isso estamos a encetar esforços junto da FPF e do Governo, através da Comissão de Clubes do Campeonato de Portugal, com dados e ideias concretas da nossa visão e experiência, para minimizar prejuízos e viabilizar o futuro com dignidade na remuneração dos nossos recursos humanos”.

A CAMINHO DO CENTENÁRIO

Rui Anjos, que esteve como vice-presidente nas direções de José Luís Alves e Pedro Alpoim, fala de um “contexto ingrato” neste final de seis anos de mandatos sucessivos, os dois últimos como presidente. Que termina a 30 de junho. Considera “enorme” a evolução sofrida pelo RD Águeda, que ganhou títulos, que subiu de divisão, que aumentou o números de atletas, que juntou o atletismo ao futebol, que deu um sentido melhor à utilização do estádio, tendo o museu do clube e o ginásio como expoentes maiores. E o centenário é já ali… daqui a 4 anos!
“Somos forçados a marcar a assembleia geral para apresentação de listas com urgência, de forma a sabermos com quem podemos contar no futuro próximo e imediato para continuidade do projeto, pois andamos na missão impossível de pagar a colaboradores, fornecedores e ao Estado sem mais receitas de patrocínios, por motivos óbvios”, refere, de forma muito direta.
Restam os subsídios municipais e “algumas mensalidades e cotas de sócios, que provavelmente ainda vão reclamar por não haver treinos/jogos até final da época… Esperamos que o bom senso e espírito de equipa/solidariedade imperem, partilhando-se esforços”.

(entrevista completa na edição da semana – versões e-paper e impressa – de 25 de março de 2020)
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