Ricardo Abrantes muito crítico com “vários entraves” à economia

Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda (AEA)

“Sendo nós um país periférico, temos a sorte de em Espanha os combustíveis serem baratos, caso contrário a competitividade da nossa economia seria bem menor”, referiu Ricardo Abrantes, presidente da Associação Empresarial de Águeda, na iniciativa “Pensar Bairrada”, que juntou o empresário a Paulo Rangel, cabeça de lista do PSD à europeias , e Ricardo Rio, presidente da Câmara de Braga

Na iniciativa, promovida em Águeda pelas concelhias da Juventude Social Democrata (JSD) na Bairrada para abordar a importância dos fundos comunitários, Ricardo Abrantes considerou que sem o apoio da Comunidade Europeia ou “fecham as empresas todas” ou “talvez a falta de fundos faça acabar com as quintas que existem hoje em Portugal”.
O presidente da AEA pediu “bom senso” e “cuidado” para “questões sensíveis” que enumerou como constrangedoras para as empresas, em particular no concelho de Águeda. Sublinhando os 33 milhões de euros de fundos comunitários que vem para o tecido empresarial aguedense e o “bom desempenho das exportações nos últimos anos”, Ricardo Abrantes considerou haver “um longo caminho a percorrer” e “vários entraves” à competitividade das empresas: o financiamento bancário, a fatura energética “que não para de aumentar”, a formação e a adaptabilidade dos quadros, a “formação certificada nacional standard não adaptada às necessidades das empresas”, a “baixa atratividade de Águeda para fixar pessoas” e as acessibilidades, nestes dois casos originando falta de mão-de-obra.

FUNDOS COMUNITÁRIOS NÃO SERVIRAM A COESÃO

Ricardo Rio referiu que a empregabilidade e a qualidade dos equipamentos e do ensino foram fatores decisivos para que Braga atraísse jovens nos últimos anos. Criticou a “má organização” e o centralismo na execução dos fundos comunitários, que considerou estarem a ser “desviados” para despesa corrente quando “deveria ser para investimento”.
Paulo Rangel criticou a “baixa execução” dos fundos e a “centralização em Lisboa e alguma coisa no Porto” na distribuição pelo Governo. “Há uma ilação a retirar dos 30 anos de fundos comunitários, recebidos para a coesão territorial: eles não serviram para a convergência de Portugal com a Europa e, sobretudo, não acabaram com as profundas assimetrias internas, do litoral com o interior e das grandes áreas metropolitanas com o país”, disse o eurodeputado, que propôs uma “visão integrada” europeia para os jovens..

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