Sakthi em Águeda: “Construímos este projeto em 11 meses”

Jorge Fesch, CEO da Sakthi Portugal

Jorge Fesch, CEO da Sakthi Portugal, diz que recrutar em Águeda não tem sido fácil por falta de pessoas disponíveis para trabalhar. A nova fábrica da Sakthi, que está a ser construída no parque municipal do Casarão, vai ser inaugurada no sábado, dia 18 de fevereiro, e está, nesta primeira fase, a recrutar 136 pessoas. Em entrevista, diz ainda que a empresa vai estar de portas abertas e que pode ser visitada durante as horas de funcionamento e que Águeda não tem de temer os impactos ambientais da fundição

“Construímos todo este projeto em 11 meses”

P> A fábrica já se encontra a laborar?
R> Está em fase de teste. Construímos todo este projeto em 11 meses. Tanto quanto me dizem é uma situação particularmente singular construir e montar em 11 meses um projeto desta dimensão. Não se conhece no país, cumprindo orçamento, tendo equipa formada e tendo mercado e clientes, uma situação semelhante. O nosso primeiro mês de atividade é o mês de fevereiro.

P> Qual a capacidade instalada nesta primeira fase?
R> É de 35 mil toneladas. Por comparação com a Maia, para as pessoas puderem ter um referencial, é de 80 mil, portanto estamos a instalar nesta primeira fase cerca de metade da capacidade existente na Maia, correspondente a um volume de vendas superior a 45 milhões de euros, assim essa capacidade esteja completamente preenchida. Neste momento, temos essa capacidade preenchida a mais de 50% no arranque do projeto, o que é considerado um excelente resultado.

P> E o objetivo é…
R> O objetivo é em 2019 ter esta capacidade completamente tomada. O volume que temos sido capazes de angariar de carteira de encomendas tem sido muito significativo e, portanto, admitimos que se não tivermos no mundo eventos estranhos e acidentes que ninguém esteja à espera, sejam eles de que natureza for, a linha traçada como lhe dei a conhecer e é do conhecimento da comunidade, até 2020 está no percurso de cumprimento muito bom.

P> Quais os mercados da Sakthi?
R> Essencialmente mercados no continente europeu. Temos alguma exportação para África, especialmente para África do Sul, e temos uma exportação mais significativa para os EUA. Ao todo esta exportação para fora do continente europeu, envolvendo a Maia e mais tarde Águeda, representa cerca de 15% dos nossos 100% de exportações.

(entrevista completa na edição de 1 de fevereiro – versões e-paper e impressa)
Autores

Notícias Relacionadas

*

Top