Seleção em Águeda para preparar motocross das nações

Os três pilotos da seleção com o diretor da pista do Casarão e o presidente do ACTIB

A seleção nacional de motocross estagiou no fim-de-semana em Águeda, preparando-se para o cross das nações, a última prova do calendário mundial, reservada a equipas de países, para a qual Portugal vai competir com a ambição de ficar entre os melhores

Paulo Gonçalves, Gonçalo Silva e Paulo Alberto são os três pilotos de motocross que farão equipa por Portugal em Michigan (Estados Unidos da América) nos dias 6 e 7 de outubro. Estiveram, com dirigentes e equipa técnica da Federação de Motociclismo de Portugal, no crossódromo do Casarão e num ginásio da cidade, entre sexta-feira e domingo. Fizeram sessões de treino intensivo, aproveitando a pista internacional de Águeda. “Os pilotos sabem que a nossa pista tem qualidade internacional e que, pelas dificuldades que coloca, é um exigente e belíssimo local para que os pilotos aperfeiçoem as suas qualidades”, referiu Albano Melo, presidente do ACTIB, clube residente do crossódromo.
A infraestrutura tem recebido várias equipas e pilotos de motocross, que ali se preparam para a competição. “Tem aumentado a procura e a utilização da pista, com frequentadores que provêm de todo o país”, sublinhou o dirigente aguedense.
Para fazer face a essa procura, o ACTIB designou Ricardo Lopes para diretor de pista.

HERLINGS DESTRONOU CAIROLI

herlings

Herlings a ultrapassar Cairoli na segunda manga do grande prémio de Águeda, em abril

Em MXGP, o vencedor do grande prémio de Portugal, que decorreu em abril em Águeda, Jeffrey Herlings (Holanda, KTM) destronou o italiano Antonio Cairoli (KTM) sagrando-se campeão do mundo. Quando falta uma prova (grande prémio de Itália em Imola, no domingo), Herlings soma 883 pontos contra 782 de Cairoli. Mais: o holandês venceu todas as mangas nos sete últimos grandes prémios. Desde Portugal, Herlings apenas perdeu duas mangas e não disputou o grande prémio da Fiat, na Lombardia (Itália), em junho.
Clement Desaille (Bélgica, Kawasaki) é terceiro classificado com 645 pontos, Tim Gajser (Eslovénia, Honda) surge em quarto com 625 pontos, Romain Febvre (França, Yamanha) é o quinto com 544 e Gautier Paulin (França, Husqvarna) é o sexto classificado com 541 pontos.

PRADO A QUATRO PONTOS DO TÍTULO

Jorge Prado, vencedor do grande prémio de Portugal, em Águeda

Jorge Prado, vencedor do grande prémio de Portugal, em Águeda

A KTM cimentou a sua liderança nas duas vertentes mundiais de motocross (MXGP e MX2) mas também nesta categoria tudo se encaminha para que haja permuta do campeão mundial dentro da própria marca. E também o vencedor em Águeda deverá ser o melhor do mundo.
O espanhol Jorge Prado soma 823 pontos, depois de vencer as duas mangas no grande prémio da Holanda, e está a quatro pontos do título mundial. Supera o campeão mundial de 2017, Pauls Jonass (Letónia), que soma 777 pontos. O dinamarquês Thomas Kjer Olsen (Husqvarna) é o terceiro com 633 pontos, à frente do britânico Ben Watson (Yamanha) com 585 pontos e do norte-americano Thomas Covington (Husqvarna) com 565.

AUGUSTO SEMEDO
Foto em cima: Os três pilotos da seleção de motocross com o diretor da pista do Casarão e o presidente do ACTIB
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