Sérgio Brito: do Orfeão de Barrô ao envolvimento dos barroenses

Orfeão De Barrô

Sérgio Brito completa 15 anos de direção artística do Orfeão de Barrô que, por sua vez, completa 18 anos em junho. Em entrevista ao RA, o maestro diz que o grupo é constituído maioritariamente por pessoas de freguesias limítrofes e dos concelhos vizinhos e lamenta a ausência dos Barroenses nas suas associações.

P> Há quanto tempo está na direção artística do grupo?
R> Assumi as funções de maestro do Orfeão de Barrô em outubro de 2005, pelo que completarei este ano 15 anos de direção artística. Fui contactado diversas vezes pelo fundador, o saudoso Comendador Eng. Adolfo Roque – o principal responsável pela minha vinda para Barrô – que me apresentou um projeto aliciante, e que aliado à sua perseverança, verticalidade e qualidades de liderança me cativou.

P> Que balanço faz do trabalho realizado?
R> É francamente positivo, a comprovar pelas mais variadas solicitações para realização de concertos e produções musicais ao longo destes anos.
O Orfeão de Barrô comemora 18 anos em junho, e pode orgulhar-se do seu currículo, ao ter estado 10 vezes na vizinha Espanha, duas vezes no Arquipélago dos Açores (S. Jorge e S. Miguel) e também no Arquipélago da Madeira (Funchal). Dos inúmeros concertos efetuados também no continente, destaco os realizados no Palácio de Belém, na Assembleia da República e na Casa da Música, em conjunto com a Orquestra Sinfónica do Porto, sob a direção do prestigiado maestro Baldur Brönnimann.
Para além do lançamento de um CD em 2009 e dos concertos pontuais, realizámos duas grandes produções musicais. Rock Sinfónico e, mais recentemente, a interpretação integral da cantata profana “Carmina Burana” de Carl Orff, em conjunto com a Banda Sinfónica da Quinta do Picado, coros congéneres, e os solistas Isabel Alcobia, Pedro Rodrigues, Rui Baeta, sob a direção do maestro Óscar Saraiva.
Não posso esquecer que todo este trabalho só foi possível graças ao suporte institucional da ABARCA, através dos vários órgãos sociais que me acompanharam, madrinha Maria Luísa Roque, e das diversas equipas de coordenação do Orfeão de Barrô.  Atualmente, somos uma referência no panorama da música coral portuguesa.

P> Que saídas estão previstas para os próximos tempos?
R> A maioria das solicitações dos coros são sempre em regime de intercâmbio coral com outras agremiações similares, pelo que vamos respondendo aos convites que nos vão chegando. Neste momento, temos já alguns concertos confirmados, nomeadamente em Vila Nova de Poiares, XXV Encontro de Coros da Bairrada, para além da participação no espetáculo “Tia Graça”, uma produção da d’Orfeu, e na qual seremos parceiros numa nova récita a realizar no Centro de Artes de Águeda. A par destes concertos, encontram-se já agendadas as nossas realizações anuais, concerto de aniversário, em junho, e Concerto Adolfo Roque, em novembro.

P> E deslocações ao estrangeiro?
R> Neste momento, não temos previsto qualquer concerto em território internacional, uma vez que não é nossa prioridade sair por sair. Todos os convites são analisados ao pormenor, pois a maioria deles têm custos avultados, sem retorno. Obviamente que na caixa de correio chegam todos os dias solicitações para os mais variados festivais que se fazem na Europa, no entanto, a maioria são organizados por agências de viagens, que se limitam muitas vezes a colar um cartaz na porta de uma igreja, e mandar entrar as pessoas que por ali passam ocasionalmente.

(entrevista completa na edição da semana – versões e-paper e impressa)
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