Sustentabilidade é preocupação da nova direção do CTA

Nova direção do Clube Ténis de Águeda

“Reorganizar o clube no seu todo para poder ser sustentável”. É este o grande objetivo da nova direção do Clube Ténis de Águeda (CTA) para o novo biénio. O projeto dos novos campos para a prática do padel, que o RA noticiou há uma semana, faz parte fundamental da estratégia

A nova direção do CTA está em funções desde 28 de abril último. É formada colegialmente por Alberto Pimenta, Álvaro Noronha, António José Silva, Gabriela Carneiro, João Saraiva, João Pedro Saraiva, Marco Ribeiro, Paulo Ferreira, Pedro Noronha e Telmo Simões.

Confrontada com a inexistência de qualquer lista para novo mandato, na assembleia eleitoral convocada para o efeito, este grupo de sócios juntou-se. “Não havendo uma solução formal, apresentamo-nos como uma comissão mas o presidente da assembleia geral aceitou-nos como direção, embora não cumprisse-mos com todos os formalismos necessários”. Não há um presidente, por isso o diálogo do Região de Águeda foi com seis dos 10 membros da nova direção.

A ideia mestra é promover a sustentabilidade do clube, reorganizando-o. “O clube estava a fechar-se em si e queremos abri-lo; fazer regressar ex-atletas e trazer gente nova”. O padel, que o RA noticiou em primeira mão na última edição, faz parte essencial dessa estratégia.

“O padel é uma modalidade em forte crescimento: há quatro milhões de praticantes em Espanha e estudos em Portugal apontam já para 40 mil praticantes, metade deles federados. A prática do padel está a crescer 85 por cento ao ano, enquanto o ténis está em declínio”.

PRIMEIRO CAMPO EM SETEMBRO
O projeto do padel no CTA é que as duas modalidades se complementem, porque diferem. “O padel é mais social, mais fácil de praticar, a jogabilidade é superior porque se tira mais partido do desporto, enquanto o ténis exige mais tempo de prática para se jogar melhor”.

Referem os novos dirigentes do CTA que “a faixa etária que joga padel não é comparável à do ténis, porque tem praticantes sobretudo acima dos 40 e muitas mulheres, como também ex-jogadores de ténis”.
O clube prevê avançar de imediato com um campo (assente no último dos campos de ténis, desativado), preparando o terreno para o segundo. O projeto contempla, porém, a construção de um terceiro campo. O investimento imediato é de 25 mil euros, metade do total estimado. Há intenção de recorrer aos instrumentos de apoio do município de Águeda para a construção de infraestruturas.

REGRESSO DE PRATICANTES
O “regresso dos praticantes” ao clube é um dos objetivos dos novos dirigentes. “Eles fazem aqui a sua formação desportiva até entrarem para a universidade, depois desaparecem”. O clube, referem, tem de ter “capacidade para atrair os muitos que entretanto vieram trabalhar na zona”.

Os torneios sociais são importantes para a criação dessa dinâmica. “O que fizemos em junho teve 140 pessoas e foi salutar o regresso de alguns ex-atletas”. O próximo decorrerá em setembro, por alturas do aniversário do CTA. “Queremos faze-lo já associando ténis e padel, o objetivo é ambicioso mas pretendemos juntar aqui mais de 200 pessoas”.
A vertente competitiva do CTA não vai alterar muito. “Talvez organizar menos torneios, há falta de inscrições”, referem os dirigentes que reuniram com o RA. “Faremos uma gestão mais criteriosa nas datas”.
Fernando Vilela prossegue a sua atividade de décadas no CTA, que desenvolve um processo de recrutamento de mais um treinador. O perfil está definido. “Que seja professor de ténis e que esteja dentro do padel”.
A.S.

(versão completa na edição impressa e e-paper da semana.)
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