Talhadas: Uma década sobre a visita de José Saramago

 

Passou-se rapidamente uma década sobre a passagem de José Saramago por Talhadas. Estávamos em meados de Outubro de 1998 e o laureado com o prémio Nobel da Literatura tinha, na véspera, tomado parte na Cimeira Ibero-Americana, nomeadamente no protesto com Fidel Castro ao bloqueio Americano a Cuba, na cidade do Porto.

Na sua viagem, e aconselhado pelo sindicalista José Sucena, de Águeda, José Saramago, a esposa Pilar Del Bosque e o almirante Rosa Coutinho almoçarem em Talhadas, no Restaurante “O Xico”, que lhes serviu hortaliça com morcela e chouriço de entrada. Como prato principal preferiu o prato regional de “Rojões com batata alourada”, deliciado como sua esposa, recordou serem parecidos com aqueles que comia antigamente. Este foi, sem dúvida, o maior acontecimento da história de Talhadas, a vinda de figuras públicas, politicas e mediáticas, como a do Almirante Rosa Coutinho, a que se juntou Ferraz de Abreu, o conhecido médico de Sever do Vouga, que foi presidente da Assembleia da República, com a família para almoçar. Foi pedido ao Xico que comunicasse a vontade das pessoas em conhecê-lo e pedir autógrafos. No final do almoço e durante mais de uma hora o Nobel da Literatura conversou connosco, distribuiu autógrafos, deixou-se fotografar. Adorou a recepção e prometeu voltar a Talhadas pela forma como foi recebido.

A passagem de José Saramago ficará para a história, assinalada fotograficamente. Foi um dia inesquecível para muitas pessoas, sobretudo para as crianças.

 

Nem tudo foram rosas

 

Rosa Coutinho, o almirante que esteve ligado à descolonização, foi reconhecido e ouviu coisas desagradáveis, ditas por um dos muitos desalojados, que o apontaram com um dos responsáveis do processo que conduziu à descolonização, com graves consequências para muitos. Nem todos saíram de mãos vazias e o almirante ficou a saber que aqui alguns chegaram com as roupas que traziam no corpo.

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