TEA: “Realizámos 130 espetáculos e chegámos a mais de 40 mil espetadores”

TEA - Teatro Emergente de Aguada de Baixo

Joaquim Princez Vargas, encenador do TEA – Teatro Emergente de Aguada de Baixo -, faz o balanço dos 16 anos do projeto, dando nota de 130 espetáculos realizados ao longo deste anos, que chegaram a mais de 40 mil espetadores

P> Que balanço faz destes 16 anos do TEA?
R> Estes 16 anos do TEA são o tempo do caminho percorrido a fazer acontecer os objetivos que nos propusemos desde janeiro de 2004, ou seja, desenvolver o associativismo, em particular o teatro, despertar públicos, ajudar a formar e preparar mais e melhores cidadãos, para o exercício da cidadania, para a vida. Já passaram pelo TEA umas dezenas de colaboradores (de momento somos 20), realizámos 130 espetáculos e chegámos a mais de 40 mil espetadores, entre públicos infanto/ juvenil e adulto. Já fizemos tanto em tão pouco, vamos continuar…

P> Há quanto tempo está à frente do grupo?
R> Pela mão de Hildebrando Veiga, que me convidou para abraçar esta sua apaixonada ideia, de criar um grupo de teatro amador em Aguada de Baixo, que me tenho dedicado com tudo e com todos/as à dinamização do grupo em todas as vertentes. O que ainda hoje me move apaixonadamente.

P> Quais os principais projetos / iniciativas do TEA para este ano de 2020?
R> Em 2020, continuaremos a apostar na melhoria continua do grupo, seguindo o trabalho de formação e aperfeiçoamento. A 18ª produção do TEA está aí fresca. Estreámos em dezembro “O Crime de Aldeia Velha”, uma história verídica passada em 1930, contada num texto de excelência do Bernardo Santareno, “um exercício na luta contra a ditadura do preconceito…”. Fizemos dois espetáculos no nosso espaço, com casa cheia e, dia 25 de janeiro, estaremos em Barrô e seguiremos por aí fora…
Em outubro, teremos a terceira edição do mês do TEAtro, com apresentação de peças todos os fins de semana de outubro. Além deste grande evento, haverá em Aguada de Baixo mais espetáculos, quer de produção própria quer de outros grupos, fomentando o intercâmbio e promovendo o associativismo.

P> Tem sido fácil manter o grupo a funcionar?
R> Manter o grupo a funcionar sem interrupção não tem sido fácil, principalmente após o falecimento do Sr. Hildebrando Veiga. Foi muito duro, ficámos órfãos. Mas em boa hora e de uma forma quase natural, o TEA foi integrado na ARCA pela direção desta prestigiada associação e, juntos, lá temos ido, sorrindo às dificuldades.

P> Acha que as comunidades, concretamente, de Aguada de Baixo são recetivas e estão sensibilizadas para o teatro?
R> Sem público, sem apoiantes não existe nada. O TEA não é exceção. A adesão e o carinho da comunidade de Aguada de Baixo tem sido muito importante e tem-se manifestado de maneira geral através da sua presença nos espetáculos e do entusiasmo com que participa. E como costumo dizer, o TEA será sempre aquilo que a sua comunidade quiser que ele seja.

P> Que papel desempenha o grupo de teatro, na sua opinião, na comunidade?
R> O papel sócio cultural do teatro na comunidade é fundamental. É cada vez mais um investimento com grande retorno na sociedade, na comunicação, no conhecimento, no turismo. Seria bom despertar esse investimento na responsabilidade social, no patrocínio ou através do mecenato. “A cultura não resolve o imediato, ajuda a transformar as sensibilidades que proporcionam a mudança”. Sigam-nos na página do Facebook, contatem-nos, apareçam, experimentem, ajudem-nos a fazer melhor…

Autores

Notícias Relacionadas

*

Top