“Tenho muitas recordações positivas desta terra que fez de mim o que sou hoje”

Paulo Balreira Guerra

Paulo Balreira Guerra nasceu em Águeda. É psicólogo de formação, tem vários livros publicados e é docente universitário. Será um dos oradores da terceira sessão do “entretanto”, marcada para dia 18 de janeiro, iniciativa que junta aguedenses para partilhar as suas experiências profissionais. Em entrevista ao Região de Águeda, Paulo Balreira Guerra fala das suas memórias de Águeda e do seu percurso de vida e profissional. “Tenho muitas recordações positivas desta terra que fez de mim o que sou hoje”, diz

P> Pode falar-nos um pouco das suas origens?
R> Eu nasci em Águeda. O meu pai era de Águeda e a minha mãe é de Águeda. Somos cinco irmãos e todos nascemos em Águeda. Sou neto do Chico (Francisco) Balreira, o marceneiro da Rua de Baixo (Rua Vasco da Gama) que tinha lá a sua oficina. Nasci na rua de baixo – a rua das cheias. Hoje, quando venho a Águeda durmo na cama onde nasci, já que comprei à família a casa do meu avô.
P> Que memórias guarda de Águeda e da sua infância e juventude?
R> Estive quatro anos em Moçambique, dos 6 aos 10, mas fiz o ciclo e o 7º ano em Águeda. Fui lobito e explorador nos Escuteiros (CNE) em Águeda. Fiz a primeira comunhão e a profissão de fé em Águeda. Entre 83 e 88, trabalhei com uma fábrica de Águeda e vinha cá com muita regularidade. Lembro-me claramente das procissões (que participei e observei) e das Páscoas em Águeda. Lembro-me de ir para o ciclo – nas Barreiras. Lembro-me de ir pela primeira vez “para a rua” na aula de música.
Andei na escola secundária. Lembro-me de aí ter tido uma má nota a francês. Tenho muitas recordações positivas desta terra que fez de mim o que sou hoje.

P> Reside atualmente em Lisboa. Com que idade saiu de Águeda?
R> Eu saí de Águeda por volta dos 12 anos. Já fiz o 8º ano em Sintra.

“A cidade e o concelho têm tido um forte desenvolvimento nas últimas décadas”

P> Mas visita Águeda com regularidade? Como vê o desenvolvimento da cidade e do concelho?
R> Ainda há pouco tempo estive em Águeda. Vim limpar o que as cheias sujaram. Como dou consultas no Porto e aulas em Coimbra – no ISCAC – aproveito e com regularidade fico na minha casa em Águeda. A cidade e o concelho têm tido um forte desenvolvimento nas últimas décadas.

P> Águeda é hoje muito diferente da Águeda da sua infância?
R> O desenvolvimento da cidade tem sido ótimo. Como é evidente, há grandes diferenças. Não serei como os “velhos do restelo”… já não posso jogar futebol no Botaréu, mas hoje posso no mesmo local estacionar o meu carro e, no Natal, ver o maior Pai Natal do Mundo ou, nas festas de verão, ver os concertos. As animações na rua no Verão e no Inverno são belíssimas.

ISABEL GOMES MOREIRA
(entrevista completa na edição da semana de 8 de janeiro de 2020 – versões e-paper e impressa)
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