Trilho dos Arrozais sem limpeza

Trilho dos arrozais

O trilho pedestre dos arrozais (PR12), vencedor da edição 2015 do orçamento participativo de Águeda, encontra-se intransitável em alguns troços por falta de limpeza

O estado do trilho tem sido objeto de protesto nas redes sociais e um dos seus proponentes, Victor Cardoso, com quem falámos, lamenta que “ao contrário de municípios vizinhos, em Águeda não se aposte na manutenção e conservação dos percursos nem mesmo na sua divulgação”.
“Quanto o trilho deveria estar limpo e preparado para receber os visitantes, está num estado lastimável”, comenta o proponente do projeto, que tornou pública uma mensagem recebida por alguém que tentou fazer o percurso e que dá nota da impossibilidade de transitar, defendendo inclusive que coo está mais vale fechar.
Victor Cardoso diz que já informou a Câmara Municipal mas que até “ao momento não obtive resposta”.
Recorde-se que este trilho foi inaugurado no dia 30 de outubro de 2016 e, desde então, já foi objeto de algumas intervenções de limpeza.
Hélder Rafael Castro, Patrícia Marques, Paulo Jesus e Vitor Cardoso foram os proponentes do projeto, que englobou um investimento total de 17 mil euros.
O trilho, com uma distância de 13 quilómetros, tem como locais de partida e chegada o Centro Cívico Eng. Adolfo Roque em Barrô ou o parque de campismo de Aguada de Baixo, demorando cerca de duas horas e meia a três a horas a percorrer.

CÂMARA VAI ENCERRAR TRILHO

O trilho dos arrozais para já vai ser encerrado pela câmara municipal, que vai ainda agendar uma reunião com os proponentes do projeto e a Junta de Freguesia para decidir o seu futuro. Isso mesmo foi confirmado por Jorge Almeida, presidente da autarquia, ao nosso jornal.
Jorge Almeida, socorrendo-se de uma informação de uma técnica da autarquia e da empresa que assegurou a manutenção até julho, diz que o trilho “tem sido constantemente alvo de reclamações” e que “talvez os proponentes não tenham acautelado as autorizações dos proprietários dos terrenos” uma vez que “estão constantemente a danificar o trilho, abrindo valas para impedir a passagem e alterando o percurso e subtraindo as placas de sinalização”.
Com base nessa informação e atendendo às reclamações, o presidente da câmara concorda que o melhor será mesmo encerrar o trilho e ver o que se pode fazer no futuro, eventualmente alterando o seu percurso.

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