Trofa “mudou-se” para a Câmara por causa do IC2

A discussão em torno do traçado da auto-estrada que irá substituir o actual IC2 prosseguiu na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Águeda. Perante uma sala cheia de munícipes da freguesia da Trofa – onde o assunto está a causar mais polémica e divisão – Gil Nadais salientou o facto da Câmara de Águeda ter sido a única a realizar sessões de esclarecimento nas freguesias e a disponibilizar funcionários para ajudar a elaborar as exposições à Agência Portuguesa do Ambiente.

O presidente da Câmara – em resposta às queixas de municipes da Mourisca que disseram não ter recebido a informação sobre a realização da sessão de esclarecimento – afirmou que “foram entregues nos CTT quantidades de panfletos suficientes para serem distribuídos por todas as pessoas”.

“Não sabemos se vamos tomar posição ou não sobre o assunto”, referiu ainda o presidente da Câmara, apesar de ter circulado um documento da Câmara onde eram assumidas soluções como sendo as melhores para o concelho.

Hilário Santos, do PSD, por seu lado, afirmou ter dúvidas em relação à duplicação do traçado na freguesia da Trofa. Ricardo Nunes, do PS, por sua vez, lembrou os custos acrescidos inerentes ao alargamento e o facto dessa solução poder implicar o fim de algumas empresas naquela área. Para o membro socialista, o alargamento significa a criação de “um autêntico muro de Berlim na freguesia da Trofa”.

Alberto Marques, do PSD, não deixou de questionar o presidente da Câmara sobre se o documento que circulou e dava a conhecer as conclusões da Câmara em relação às soluções era “uma tomada de posição da autarquia ou um mero instrumento de trabalho”.

“Aquilo que fizemos foi um documento base para ser trazido à Assembleia Municipal”, justificou o presidente da Câmara. “Estamos a ouvir as pessoas e o assunto irá outra vez a reunião de Câmara”, acrescentou.

(informação completa na edição impressa)

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