Ultra Trail Tour: Tiago Leal pelos difíceis trilhos do Sahara

tiago leal pecol

O aguedense Tiago Leal inicia no próximo domingo (7 de abril) uma das mais difíceis ultramaratonas do planeta, que se realiza no deserto do Sahara em Marrocos. A Marathon the Sables (MDS), prova integrante do circuito mundial de trail, termina a 13 de abril, ao fim de seis dias que são um teste de sobrevivência física e mental

“São cinco etapas em seis dias, mais uma caminhada para efeitos de solidariedade para UNICEF que não conta para classificação final, num total de 250 quilómetros”, referiu ao Região de Águeda. Tiago Leal, que vem somando experiências a este nível – destacadas pelo Região de Águeda na capa na edição 950 de 15 de março de 2017 – conseguiu inscrever-se neste desafio supremo “ao fim de cinco anos”. A corrida realizada no deserto do Sahara é “famosa” por ser das mais difíceis.
“As primeiras três etapas têm uma distância entre 30 a 40km, a quarta etapa entre 80 a 90km e a última etapa 42km”, pormenoriza o aguedense, professor de educação física há seis anos a trabalhar numa escola inglesa nos Emirados. “As etapas só são conhecidas quando estivermos no meio do deserto para o briefing antes da prova”.

CORRER
E CARREGAR
COM A MOCHILA

Tiago Leal, antigo praticante de canoagem e futebol em Águeda, elege as “grandes dificuldades” deste desafio: “serão as temperaturas altíssimas durante o dia e o frio durante a noite. Depois temos que carregar uma quantidade de material obrigatório, mais a comida que vamos comer desde o dia 7 ao dia 13 de Abril”. Adianta pensar “começar a prova com um peso total de 7/8,5 kg. Temos que carregar o saco cama, pois a organização apenas providencia umas tendas que os beduínos montam (umas estacas e um pano) e água racionada para a prova, água para beber e cozinhar as comidas iofilizadas que levamos”.
Não fora isso já uma dificuldade de monta, os participantes nesta ultra maratona terão pela frente um “terreno super difícil” para correr: “montanhas de pedras e muita, muita, areia e dunas. Areia que provoca feridas e bolhas nos pés dos atletas”.
Para este “sonho há muito pensado”, a escola onde leciona apoiou “a 100%” mas Tiago Leal conta com apoios de Águeda – as empresas Pecol e Margens – pois o custo de participação é “excessivo” e há ainda que contar com toda a logística da preparação e participação. “Penso que serei o primeiro aguedense a fazer a MDS e espero dignificar o nome da minha linda terra”.

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