Um abraço de felicitações e algumas preocupações! , por Abrunhosa Simões (*)

Abrunhosa Simões

Em primeiro lugar quero felicitar o Jornal Região de Águeda pelo seu XVI aniversário e também os seus proprietários, a sua direcção, os seus jornalistas e os seus colaboradores, pelo trabalho sério que têm feito ao longo destes 16 anos de vida.
A informação que difundiram, o confronto de ideias que propiciaram, as colectividades que apoiaram e a modernidade em termos editoriais que perseguem, são a garantia de que teremos Região de Águeda por muitos mais anos.
Cumprida a obrigação das justas felicitações que acabo de expressar, não posso deixar de referir um conjunto de reflexões que me preocupam.
Nestes momentos em que a natureza, ferida de forma continuada pela agressão dos homens, nos propicia um verão tardio, com consequências sempre nefastas, também os nossos dirigentes prosseguem teimosamente uma política de terra queimada.
Mais um ano de sacrifícios injustificados, sentidos na carne pelos portugueses mais desfavorecidos e confirmados uma vez mais pelo aumento dos impostos, como é provado na Proposta do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano, não fazem qualquer sentido.
Que legitimidade tem um Governo para afirmar a justeza desta politica, quando se verifica que em questões puramente técnicas em que apenas a competência é exigida, comete barbaridades umas a seguir à outras?
Veja-se o ridículo e a incompetência em todo o processo da colocação de professores.
Veja-se também a tragédia que aconteceu com a chamada “reforma da Justiça”, que resultou na longa paralisação de todo o sistema de Judicial no nosso país.
E a tentativa persistente da destruição da Escola Publica, única maneira de formar universal e democraticamente os portugueses para os desafios do futuro.
E tambem a tentativa da destruição completa do Serviço Nacional de Saúde!
E ainda a forma como a crise no BES é resolvida, onde milhares de milhões se disponibilizam em apenas alguns dias, enquanto cada vez mais portugueses empobrecem diariamente por falta de apoio à economia e à produção nacional.
Com esta sucessão de tragédias, pergunto se o actual Primeiro-Ministro, responsável por todas estas políticas fracassadas e ferido na sua dignidade com os acontecimentos recentemente divulgados, será a pessoa que nos pode conduzir a um futuro melhor?

Eu estou seguro que não!

(*) Colaborador. Membro da Assembleia Municipal de Águeda pela CDU

Autores

Notícias Relacionadas

*

Top