Venceslau Fernandes vence Volta a Portugal do Futuro

Momento decisivo na Volta a Portugal do Futuro de 2018, no monte do Colcurinho

A equipa Miranda-Mortágua venceu três das seis etapas mas não atingiu o principal objetivo que levava para a Volta a Portugal do Futuro, que começou na quarta-feira em Águeda e terminou no domingo em Santarém. A camisola amarela colou-se ao corpo do ciclista que se revelou mais forte: Venceslau Fernandes, filho do antigo campeão de ciclismo e irmão da olímpica Vanessa Fernandes

O monte do Colcurinho, no concelho de Oliveira do Hospital, fez a diferença, como se esperava. No dia seguinte à etapa em circuito em Águeda, que abriu a competição, a chegada em estreia, após longa subida contínua a partir da Ponte das Três Entradas, fez a seleção entre favoritos.

João Barbosa, Venceslau Fernandes e Hugo Nunes no momento mais decisivo da Volta a Portugal do Futuro

João Barbosa, Venceslau Fernandes e Hugo Nunes no momento mais decisivo da Volta a Portugal do Futuro (foto:AS)

O Região de Águeda, que acompanhou a etapa inaugural e também esta segunda etapa, testemunhou que aos últimos dois quilómetros e meio – as inclinações sobem significativamente, ultrapassando os 10% – chegaram três ciclistas na frente: Hugo Nunes, uma das apostas da Miranda-Mortágua, Venceslau Fernandes (Liberty Seguros/Carglass) e João Barbosa (Fortunna-Maia). Já no último quilómetro, Hugo Nunes atacou, ganhando alguns metros, mas Venceslau Fernandes reagiu e contra-atacou, ganhando 3 segundos a Nunes e 15 segundos a Barbosa. Gonçalo Carvalho, o melhor da Miranda-Mortágua na Volta a Portugal em bicicleta, não passou bem e ficou em 12º lugar a 1m42s, arrumando eventuais pretensões.

CONFIRMAÇÃO DE SUPERIORIDADE

A Miranda-Mortágua, que assumiu ir para esta Volta a Portugal do Futuro Liberty Seguros para a ganhar, nunca deixou de atacar, revelando inconformismo. As vitórias em etapas surgiram nos dois dias seguintes: na longa terceira etapa por Francisco Campos, e nos dois setores da quarta etapa de sábado – por Francisco Campos, de manhã, em linha; e por Jorge Magalhães, o contrarrelógio da tarde.
Em todos estes momentos, Venceslau Fernandes ganhou segundos aos dois adversários mais diretos que ficaram da jornada do Colcurinho. E, na terceira etapa, a Miranda-Mortágua meteu quatro ciclistas na frente na parte final, procurando recuperar a desvantagem de Hugo Nunes, mas registaram-se cortes nas duas chegadas que tiveram o efeito contrário.
No próprio contrarrelógio, Venceslau Fernandes seria 6º a 51s de Jorge Magalhães, muito à frente de Hugo Nunes (20º a 1m12s), que baixaria para terceiro lugar por troca com Tiago Antunes (Aldro, 2º a 10s).
Iuri Leitão (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) venceria ao sprint a última etapa, em pelo Festival Bike em Santarém, no domingo, à frente de Francisco Campos.

OS VENCEDORES

Venceslau Fernandes (Liberty Seguros/Carglass), o filho do “velho“ Lau, vencedor da Volta a Portugal de 1984, para além de ganhar esta competição também foi o rei da montanha e à camisola amarela acrescentou a camisola castanha Delta Cafés. Francisco Campos (Miranda/Mortágua), o mais regular, venceu a classificação dos pontos, vestindo a camisola preta KIA; o espanhol Ander del Castaño (Froiz) foi o líder da juventude, ficando com a camisola laranja KTM. Coletivamente o triunfo foi da equipa espanhola Aldro, 18 segundos à frente da Miranda/Mortágua. Na geral individual, Tiago Antunes (Aldro) ficou a 21 segundos de Venceslau Fernandes e Hugo Nunes (Miranda/Mortágua) foi 3º a 33 segundos.

 

A ETAPA DE ÁGUEDA

Basco venceu isolado

Oier Echevarria tornou-se na quarta-feira, em Águeda, o primeiro camisola amarela da 26ª Volta a Portugal do Futuro. O jovem de 21 anos, da equipa Baqué/Ideus/BH Team, venceu isolado o circuito de Águeda, ao fim de 118,4Km. “Consegui apanhar a fuga boa e ganhar! Pensei que poderia chegar longe, mas nunca pensei vencer. No entanto, sentia-me forte, na última volta ganhei algum espaço e dei tudo até à meta… Foi incrível!”, explicou radiante o corredor natural do País Basco, que alcançou em Portugal a primeira vitória da época.
Com mais 45 segundos ficaram os colegas de fuga: Marvi Sheulen da equipa Sicasal/Constantinos/Delta Cafés e Guillermo Janeiro da formação espanhola Froiz. O pelotão, comandado pela Miranda-Mortágua, ficou a menos de um minuto.
Oier Echevarria terminaria a competição em 10º lugar a 2m36s de Venceslau Fernandes.

Oier Echevarria, Guillermo Janeiro e Marvi Sheulen formaram o pódio na etapa inaugural em Águeda

Oier Echevarria, Guillermo Janeiro e Marvi Sheulen formaram o pódio na etapa inaugural em Águeda

(reportagem completa na edição de 12 de setembro – versões e-paper e impressa)
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